Women’s Day 2015

ENSAIO

8 de março: conquistas e controvérsias
Por Eva Alterman Blay

[…] No Brasil, vê-se repetir a cada ano a associação entre o Dia Internacional da Mulher e o incêndio na Triangle, quando na verdade Clara Zetkin o tenha proposto em 1910, um ano antes do incêndio. É muito provável que o sacrifício das trabalhadoras da Triangle tenha se incorporado ao imaginário coletivo da luta das mulheres. Mas o processo de instituição de um Dia Internacional da Mulher já vinha sendo elaborado pelas socialistas americanas e européias há algum tempo e foi ratificado com a proposta de Clara Zetkin. […]

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Não se nasce mulher: torna-se. (Simone de Beauvoir)

Madame Bovary não sou eu. E se fosse?!
por Aline Menezes


Grande parte da sociedade ainda pensa que a violência contra a mulher não acontece sem que a mulher tenha feito algo para “merecer”. Ou seja, de um modo ou de outro, determinadas concepções – submetidas à lógica machista – vão sempre buscar justificativas para as ações agressivas, violentas e brutais contra o sexo feminino. Um exemplo disso é a tentativa de culpar as vítimas de estupro pelo tamanho de suas roupas. Ainda é lamentável constatar a ignorância de muitas pessoas em relação ao que seja violência.

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Esse negócio de ser mulher é mais difícil do que parecia originalmente. (Judith Butler, filósofa americana)

[…] É claro que ler não é o bastante para apreender a vida e o mundo, ainda que você reúna as melhores obras e reproduza o nome dos escritores como mantra. É necessário sofrer, sentir, suportar. E esse experimento não sai dos livros, não sai das letras, mesmo que a leitura nos eleve às impressões físicas e nos possibilite percepções importantes.

Colocar-se em contato com outros universos imaginários ou dramáticos é perfeito. Mas sempre há algo além da perfeição: e é disso que gosto.

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