strange

[…] Procuro, não sei o que procuro. Procuro / um céu passado, a véspera extinta. Meu rosto / vai tão baixo, que antes nos céus ia posto! (trecho do poema A luz de ontem, de Lucian Blaga, poeta romeno)

Strange

Se existe um caminho, ainda não o encontrei. Porque tudo se torna confuso à medida que andamos, que buscamos, que nos entregamos a. Sinto que minha alma hoje está completamente nua, cheia de cortes, ferida, marcada, profunda. É um dia estranho não poder sentir. Não poder tocar. Não ser. De que adianta uma vida inteira pela frente, se. O chão é duro e difícil, perder já não faz diferença, já que ganhar tornou-se impossibilidade.

Às vezes, ouço o eco de minha solidão. O silêncio de uma dor invisível, porém barulhenta. Mas devo seguir, é o que dizem as almas prudentes e otimistas. Seguir para onde, pergunto com inocência. Como suportar uma alma que sente o mundo? Como? Obviamente.  Se houvesse resposta, ela seria desnecessária.

A dor que sinto é destilada, inevitável.

… paralisia.

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