O RETRATO DE DORIAN GRAY

Famoso por suas atitudes anti-convencionais e por ter escandalizado o mundo literário de sua época, Oscar Wilde é um dos grandes escritores da literatura inglesa. The Picture of Dorian Gray (1891) é o título original de sua obra-prima mais intrigante.

Frases

A finalidade da vida é para cada um de nós o aperfeiçoamento, a realização plena da nossa personalidade. Hoje, cada qual tem medo de si próprio; esquece o maior dos deveres: o dever que tem consigo mesmo. Naturalmente, o homem é caridoso. Dá de comer ao faminto, veste o maltrapilho. Mas a sua alma é que sofre fome e anda nua. A coragem abandonou a nossa raça. Talvez nunca a tenhamos tido. O temor da sociedade, que é a base da moral, e o temor de Deus, que é o segredo da religião… eis as duas coisas que nos governam. (Lorde Henry, p. 28)

Posso ser solidário com tudo, menos com o sofrimento. Tenho-lhe aversão. O sofrimento é hediondo, horrível, desalentador. Nessa simpatia moderna pela dor, há qualquer coisa de mórbido. O que se deve estimular é a cor, o belo, a alegria de viver. Quanto menos se iludir às tristezas da vida, tanto melhor. (Lorde Henry, p. 45)

Sempre há um quê de ridículo nas emoções das criaturas que deixamos de amar. (Oscar Wilde, p. 81)

Possivelmente, nunca parecemos tão à vontade como quando temos de representar um papel. (Oscar Wilde, p. 143)

O amor vive de repetição; e a repetição converte o apetite em arte. Ademais, toda vez que amamos, é o único amor da nossa vida. A diferença de objeto não altera a unidade da paixão. Intensifica-a, simplesmente. Cada um de nós tem, na existência, no mínimo uma grande aventura. O segredo da vida é reeditar essa aventura sempre que possível. (Lorde Henry, p. 158)

As coisas de que temos certeza absoluta jamais são reais. (Lorde Henry, p. 171)

(…) De resto, o que mais lhe doía não era a morte de Basil [Hallward] – era a morte, em vida, da sua alma. (Oscar Wilde, p. 175)

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WILDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. São Paulo: Martin Claret, verão de 2006.

10 Replies to “O RETRATO DE DORIAN GRAY”

  1. Oi Aline! Já tinha vindo aqui no teu blog, apenas estava deixando o comentário mais pra frente… Então agora é a hora. ;P
    Os textos de Wilde sempre têm mais do que expressam. Quero dizer, sempre fazem-nos pensar sobre as nossas convicções. Gostei particularmente do trecho “O que se deve estimular é a cor, o belo, a alegria de viver. Quanto menos se iludir às tristezas da vida, tanto melhor.”, isto porque vivemos num mundo onde o sofrimento é belo e expiador. Esse trecho me fez lembrar das senhorinhas de Tobias Barreto que ficavam competindo quem sofria mais. Uma vinha de lá e perguntava “Como vai D. Maria?”, a outra respondia: “Tudo como Deus quer, ‘manheci c’uma dor nas cadeira…” e a outra já falava: “Ah, mas e eu que dói as cadeira e as perna…”
    Olhando com um olhar insensível é até engraçado, mas no fundo vemos como as pessoas valorizam sofrimento… E sinceramente, não vejo nenhum real ganho na supervalorização do sofrimento.
    Tem muito mais coisa para comentar sobre os exertos pois são riquíssimos, mas fica para a próxima. 😉 Beijos!

    Rebeca, eu também não vejo nenhuma vantagem na supervalorização do sofrimento. Por alguma razão, eu lembrei o meio cristão, q vê no sofrimento uma forma “especial de atingir os céus, ou algo parecido”. Da mesma maneira que você, também me chamou a atenção o trecho “O que se deve estimular é a cor, o belo, a alegria de viver. Quanto menos se iludir às tristezas da vida, tanto melhor.” Obrigada pela visita. beijos,

  2. Sim, só esqueci de perguntar: Como você está? Muitas novidades? Beijos!

    Ow, então esqueceu o principal 😛 Estou bem, sim, gracias! Qto às novidades, infelizmente, por enquanto, não tenho coisas novas para contar… Assim que surgirem, pode deixar q vc ficará por dentro 🙂 bjs,

  3. Li esse há muitos anos. Não me lembro das frases, mas são bons destaques. Eu diria (sobre a terceira que você selecionou)que ) que que a recordação sobre nós mesmos nos parece ridícula, quando deixamos de amar…

    Claire, quanto tempo! Senti saudades de suas visitas. Espero que volte mais vezes. um abraço carinhoso, Aline

  4. Engano teu, Aline!… Eu jamais deixei de vir aqui. Ao menos uma vez uma vez por semana venho bisbilhotar o que escreves. Só não tenho comentado nada. Acho melhor analisar o que escrevem e o que comentam. Estarei sempre por aqui, podes crer. Aliás, gostei muito do novo visual!… Parece que ficou mais alegre!

    Entendido! Mas faço uma ressalva: deixe de analisar o que escrevem e comente também. Gosto de ver meus textos comentados. É bom ler o que pensam meus visitantes. beijos,

  5. Aline, por favor, ignores um dos “UMA VEZ”. Gaguejei na hora de escrever.

    Tio, já tá ignorado.

  6. Adorei seu Blog, mocinha. Visitarei mais vezes.
    Mantenhamos contato…abração!!!!

    James, que surpresa você por aqui! (sem querer imitar dona Florinda) Como conheceu meu site? Conte-me! Bom saber que gostou. abração, Aline

  7. Ual, what’s happend here!?!?
    Beijos para vc tb….

    Oi, Line UK, que saudades! Espero q esteja tudo tranqüilo em suas viagens ao mundo. Quem sabe um dia vc põe os pés por aqui… beijão,

  8. Está ficando ótimo seu site, Aline! Gostei do novo visual.

    Sobre o post, amei as citações, especialmente a que fala que o amor vive de repetição. Aliás, fiquei com vontade de ler o livro por todas essas pérolas que você nos apresenta.

    []s

    José, bom receber sua visita. Também gostei do novo visual. Como disse meu tio Joésio, está mais alegre. Sobre as citações, em geral, seleciono frases de livros enquanto eu os leio. Leia, sim, é bom! Um abraço pra vc tb.

  9. O que dizer qd o que “dizem” (no caso o referido autor) parece completo de significado?

    Tá muito legal o site 🙂

    Bj. Liloka.

    Pois é, Lilika, as frases q selecionei têm muito a dizer. Vamos refletir! beijos, Aline

  10. excelentes publicações, muito bom seu blog 🙂
    a principio me pareceu confuso as deduções apresentadas no livro, mas serviu de grande ajuda após o termino da leitura. The Picture of Dorian Gray , é um livro complexo mais de um conteúdo inestimável.

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