loftiness

Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem. (Millôr Fernandes)

Somente os idiotas acreditam que são bons… ou que são bons o bastante. 

Somos essencialmente presunçosos, vaidosos, egoístas, cheios de nós. 

Tem gente que julga ser uma afronta o fato de o mundo não se render aos seus caprichos.

Tem gente que enche o peito para dizer que, no lugar do outro, faria tudo diferente. 

Ocorre-me agora que a humanidade é uma concentração ridícula de seres estúpidos. 

Sou uma pessoa de sorte, presumo: conheço gente consciente de tudo isso.

Faz anos que descobri que não sou livre coisíssima nenhuma. Nunca fui.

A liberdade que suponho ter está na teologia, na filosofia, na poesia, na literatura. 

Eu também vivo os meus momentos de encruzilhada. E não são poucos.

Canso-me todas as vezes em que sou levada a discutir com anencéfalos.

… Mas sei que preciso ter olhos de misericórdia.

Penso em Deus e em tudo que inventaram a respeito dele.
Penso em Malala, a paquistanesa vítima do Talibã.
Penso nos inúmeros equívocos da religião e na ignorância de débeis mentais.

Penso na vida e em todas as outras coisas do  mundo.

Penso no tempo…

… e no quanto com ele morri.

1 pensamento em “loftiness”

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