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Informações de qualidade dependem de gente séria, não de presidente irresponsável (por Aline Menezes)

|| Numa época em que a disseminação veloz de notícias falsas e mentirosas gera desinformação capaz de destruir vidas e o futuro de nações inteiras… Num país onde o presidente da República aposta em crenças conspiratórias e se comporta – apesar de ser um adulto de 65 anos incompletos – como um adolescente mal-educado que “dá língua” para velhinhos, é importante reforçar: há décadas, jornalistas, professores, médicos, enfermeiros, cientistas e demais pesquisadores nacionais e internacionais têm realizado trabalhos fundamentais em diversas áreas do conhecimento, inclusive na saúde. 

No caso de surtos, epidemias e pandemias de doenças infecciosas, por exemplo, a cobertura jornalística conta –  em grande parte – com repórteres sérios e comprometidos no Brasil e no mundo. Graças a esses grupos de trabalhadores/as, cada um em suas respectivas funções, é possível o atendimento adequado de pessoas infectadas, assim como o acesso a informações confiáveis, de qualidade, e a decisões por parte das autoridades sanitárias sobre medidas protetivas e preventivas para a população, como é o caso mais recente da pandemia do Coronavírus (Covid-19)
 
Em artigo da jornalista científica Roxana Tabakman, publicado mês passado no Observatório da Imprensa, “pelo menos 48 organizações de checagem de fatos de trinta países trabalham para desmascarar informações falsas sobre o novo coronavírus”. Enquanto o Brasil e o mundo vivem mudanças em suas rotinas diárias por conta do vírus, ela menciona que estaria ativo o projeto colaborativo, coordenado pela Rede Internacional de Checagem de Fatos. Tabakman também escreve: 

Repórteres cobrem surtos de doenças infecciosas desde sempre: algumas vezes de forma responsável, outras nem tanto. Por um lado, há um jornalismo sério que contribui para o conhecimento e a saúde pública. Por outro, há o repórter sensacionalista que apenas deseja caçar cliques.

Entre nós, lembro também o trabalho desenvolvido pela Agência Lupa, a primeira especializada em checagem de fatos do Brasil, que diariamente combate a propagação de mensagens ou matérias falsas, espalhadas pelas redes sociais ou por aplicativos de mensagens, a exemplo do WhatsApp, ferramenta utilizada nas Eleições 2018 pelo então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e que se mostrou eficaz para espalhar mentiras durante sua campanha.

Jornalistas sob ataques

Não por acaso, uma das jornalistas recentemente atacadas pelo presidente atual e por seus apoiadores foi Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo. Como bem escreveu Eliane Brum, no El País, a repórter é “uma das mais competentes da sua geração” e  “estava entre os jornalistas que denunciaram o uso fraudulento de nomes e CPFs para disparos de mensagens no WhatsApp em benefício de Bolsonaro”.

Foto: Patrícia Campos Mello | Reprodução (Brasil 247)

Presidente irresponsável

Com a prática de alimentar crenças conspiratórias e desprezar as instituições democráticas e a imprensa, como se ele fosse o porta-voz da verdade para o Brasil, Bolsonaro e seus filhos (igualmente políticos profissionais) agem diariamente contra os fatos. Citados em denúncias de corrupção e em envolvimentos com as milícias do Rio de Janeiro, pai e filhos gostam de provocar situações que desviem a atenção dos problemas reais ou que façam parecer que o presidente da República é uma espécie de “agente do bem contra a política do mal”. Quando, na verdade, ele é só mais um político profissional que, por trinta anos, nunca fez nada em benefício do Brasil e dos brasileiros.

Neste domingo (15/3), assistimos ao mais recente ato de irresponsabilidade de Bolsonaro: sua participação durante manifestações apoiadas por ele mesmo e que atentam contra os poderes Legislativo e Judiciário, ferindo a Constituição Federal de 1988. Como se isso já não fosse suficiente: o homem que ocupa o cargo mais importante do Brasil ignorou completamente as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde de seu próprio governo em relação a manter isolamento social e evitar o contato físico com as pessoas, em razão do coronavírus.

Sem dúvida, um país que é governado por um homem e político do nível de Jair Bolsonaro, não deve mesmo estar preocupado com o coronavírus, afinal, o que de pior pode acontecer a uma nação quando 57 milhões de pessoas decidem eleger quem mantém discursos violentos e tem desprezo absoluto pela vida humana?! Ainda mais quando essa vida é a de mulheres, negros, comunidades LGBTQI+, indígenas e todos aqueles que não concordam com ele.

Foto principal: Reprodução | Crianças brincam em parque de Xangai, na China, país em que mais de 80 mil casos de Covid-19 já foram registrados Foto: ALY SONG / REUTERS

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