fragile

Quanto mais elevado é um espírito, mais ele sofre. (Arthur Schopenhauer)

O grão de pólen
por Aline Menezes

A minha xícara preferida quebrou. O livro que ganhei de presente de uma colega de trabalho sumiu. A minha agenda com anotações pessoais foi perdida. E assim todos nós já experimentamos esses pequenos aborrecimentos… 

Parece-me impossível passarmos pelo mundo sem que precisemos lidar com acontecimentos quase insignificantes (se comparados às perdas mais complexas e dolorosas de nossa existência), mas que podem nos levar à reflexão sobre a vida, se estivermos dispostos a enxergá-la, mesmo em situações tão aparentemente irrelevantes. É no dia a dia que a vida se impõe. Não adianta esperarmos para viver ou experimentar apenas grandes emoções; não adianta acharmos que a nossa vida só será melhor quando “(…)”… 

Para quem não sabe viver o dia de hoje, para quem não se dá conta do que perdemos diariamente, para quem é incapaz de respirar a experiência simples, toda e qualquer tentativa de viver será equivocada, porque a vida não está no amanhã… muito menos tem a obrigação de ser adrenalina.  

A vida é tão frágil… assemelha-se àquela xícara preferida que, de repente, caiu no chão… Quebrada, já não me alimenta mais.

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