DOIS MIL E OITO


(…)
Just be yourself, don’t be so shy
There’s reasons why it’s hard…

(…)
A celebration is going on tonight
Poets and prophets would envy what we do…

(Hey you by Madonna)

Deixemos com os poetas e profetas que sempre virão depois de nós. Ou antes. Mas nunca enquanto nós. Mentiras e nenhuma verdade. Imagens congeladas em velocidade rítmica. Mais que isso seria prejuízo de tantas grandes e pequenas ilusões. Não tenhamos corpos santificados. Porque esses já estão mortos. Lisa e Catherine continuam de mãos dadas. Achamos que todos os anos são iguais, mesmo que tudo esteja diferente. Gritos que silenciam a intensidade dos amores. Esqueçamos as performances. As máscaras. Os manuais de boas maneiras. Dane-se o politicamente correto. Assim são os anos… todos iguais… com uma ou outra diferença…

E PARA QUE SERVE CADA ANO QUE VIRÁ…

… que não apenas para entedermos que devíamos ter amado mais; que devíamos ter chorado mais; que devíamos ter feito o que realmente queríamos. Que não apenas para aprendermos com as nossas imperfeições, com os mal-entendidos; não apenas para reconhecermos as misérias de nossas alegações, as loucuras de nossas paixões, as dúvidas de nossas certezas. Deixemos com o passado aquilo que nos fez doer…

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Nota 2: Se puder, leia este texto.

4 Replies to “DOIS MIL E OITO”

  1. Não gosto muito de Madonna. Mas as citações ficaram boas com seu texto. Especialmente o primeiro parágrafo.

    Adoro a perfomance de Madonna como dançarina, especialmente. beijos, Aline

  2. Sinceramente, não sei se concordo. Tipo, “ser nós mesmos”. Será que sabemos (em um dado momento, que nos dá vontade de fazer alguma coisa) quem nós somos?

    Para mim, importa-nos a tentativa de não fingirmos ou dissimularmos. Sabemos que – a depender das circunstâncias – estaremos sempre desempenhando papéis em nossa vida. É algo que provavelmente não poderemos alterar. Porém, apreendem mais da beleza da vida aqueles que não precisam usar máscaras para serem aceitos. Que não precisam fingir para não contrariarem os outros. É aí que me aparece a frase: “seja você mesmo”. O “seja você mesmo”, na minha concepção, não é o mesmo que “num tô nem aí pra ninguém, nem aí pra nada”. É o mesmo que: “seja honesto e não invente o que você não é”… É mais ou menos isso. beijos, Aline

  3. Adoro a música Epitáfio!
    Sim,
    “Deixemos com o passado aquilo que nos fez doer…”
    bjs

    É, Helen, a música é legal. um abraço, Aline

  4. Que saudade de você…..

    Muito bom seus comentários, fico mais inteligente toda vez que passo por aqui.

    Beijos.

    Oi, Emille. Também estou com saudades… beijão, Aline

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