COISAS BELAS E SUJAS

– Personagem (comprador): Como é que nunca vi vocês antes?
– Okwe (Chiwetel Ejiofor): Porque somos gente que vocês não vêem. Nós dirigimos seus táxis, limpamos seus quartos and suck your cocks.
(Diálogo do filme Coisas Belas e Sujas, dirigido por Stephen Frears, com a atriz francesa Audrey Tautou)

Antropologia e sociologia são algumas das áreas do conhecimento que mais me atraem. Analisar a influência do meio social sobre o homem, entender de que maneira as relações humanas ocorrem, compreender como se formam os preconceitos e o porquê da união de alguns grupos sociais ou até mesmo a desintegração desses grupos.

Em Coisas Belas e Sujas (2002), cujo título original é Dirty Pretty Things, a atuação de Chiwetel Ejiofor (no papel do imigrante ilegal nigeriano Okwe) é tão emocionante quanto o próprio desenrolar da trama. Numa mistura de humor e drama, o filme apresenta a difícil vida de imigrantes ilegais em Londres e aborda o tráfico ilegal de órgãos na capital inglesa.

Particularmente, duas questões específicas me emocionaram: o sentimento de honestidade (paradoxo) e espírito lúcido em Okwe e a condição da mulher diante de homens estúpidos. Interpretada pela atriz Audrey Tautou, Senay é uma jovem turca de 22 anos. Num momento em que se encontra sem saída, ela se submete aos caprichos sexuais de dois homens bizarros.

O filme de Stephen Frears é assim: bonito e triste, com coisas belas e definitivamente sujas.

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Para ter mais informações sobre o filme, clique aqui.

10 Replies to “COISAS BELAS E SUJAS”

  1. Um filme bonito, e um pouco triste também, como é a própria realidade.

  2. Não vi ainda, mas agora vou ver.
    bjins.

  3. De blog em blog cheguei aqui e gostei. Também me interesso muito pelas ciencias sociais. Anotei a dica do filme. Grata

  4. Interessei-me pelo filme. Vou procurar assisti-lo. Coloquei no blog duas fotos de uma mesma obra (pintura no chão) para você perceber a diferença. Abraços!

  5. Olá, Aline… qnto tempo, é verdade… Mas aqui estou, ainda viva (risos).
    Pretendo ver esse filme em breve, depois dessa boa dica que vc acaba de dar… vlw…
    BJS!!!

  6. Não vi o filme. Na verdade, nunca chegou esse filme na locadora, é mole. Mas sou fã do diretor (que fez “Herói por Acidente”) e Chiwetel Ejiofor, juntamente com a Audrey Tatou, formam uma dupla interessante de protagonistas. Sem falar na trama, que é bem interessante também. Vou ver se consigo comprar o DVD. Um abraço! Ei, no meu blog tem uma dica de um filme que talvez você não tenha assistido…

  7. Os sociólogos ultimamente andam se preocupando os os seres ‘invisíveis’, as pessoas que não existem socialmente por prestarem serviços básicos, usarem uniformes e profissionalmente terem a missão de passarem desapercebidos… O que socialmente é muito conveniente para o estômago da elite, que se irrita facilmente com tudo… No Rio há um trabalho sobre os lixeiros, limpadores de rua, aqui em São Paulo chamamos ‘garis’ e ‘margaridas’… muito interessante, mostra como eles são invisíveis socialmente, e como sofrem por causa disso…

  8. Hmm, vou colocar na lista de filmes para ver.

  9. Essa citação lembrou-me de um estudo que um professor de uma Universidade daqui do Brasil (perdoe-me por não lembrar o nome do professor nem a Universidade). Ele vestiu-se de limpador de rua e percebeu que as pessoas, até mesmo alunos seus, ao passarem não o reconheciam e nem davam “bom dia”.
    Acho triste que estes serviços que são os mais básicos e essenciais são os menos valorizados e remunarados. Ensinam-nos a dar importância para coisas que não tem valor de verdade…

    Mudando de assunto, mas não indo muito longe, hoje um colega de trabalho perguntou-me se os alunos de escola privada depredam a Universidade que eu estudo (a Universidade é pública, e como todos sabemos, no Brasil quem estuda em Universidade pública é na maioria a classe média-alta que foi educada em escola privada). Infelizmente tive que dizer a ele a seguinte frase: “Má educação existe em todo lugar”. Não são apenas os vândalos de fora que depredam a Universidade. Geralmente são os vândalos “de dentro”.
    Se as pessoas não prezam por algo que usufruem, com certeza não vâo prezar por alguém que nem percebem que existe… Agora será que se percebessem a existências dessas pessoas elas seriam valorizadas?

    Ah, estarei indo em Tobias Barreto quinta-feira da semana que vem para o casamento de meu irmão. 🙂

    E estou com saudades da senhorita!

    Beijos!

  10. Maragarida Maria Araujo Bispo says: Responder

    Oi Aline, ainda não vi o filme mas irei procurá-lo e o assistirei. Estou com saudades venha a nossa amada terrinha nos fazer uma visita.

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