Darcy Ribeiro resiste e persiste

Darcy Ribeiro resiste e persiste*
por Débora Diniz
Antropóloga e professora na UnB

Fui estudante e, hoje, sou professora da Universidade de Brasília. Descrevo-me como experimento de Darcy Ribeiro para o conhecimento sem fronteiras — cheguei por um curso, passei por outros, me formei em antropologia, hoje sou professora do direito, e penso a saúde pública. A universidade é isso: não há perguntas predeterminadas, não há respostas já conhecidas e jamais haverá medo para mover a dúvida e o conhecimento. Assim, meu pedido aos que festejam a vitória das eleições com mensagens de ameaça ou terror: esqueçam as universidades. Deixem a Universidade de Brasília em paz.

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Mídia independente e autônoma

E o mundo, reduzido à sua matéria*
por Aline Menezes

“Somente quando as coisas podem ser vistas por muitas pessoas, numa variedade de aspectos, sem mudar de identidade, de sorte que os que estão à sua volta sabem que veem o mesmo na mais completa diversidade, pode a realidade do mundo manifestar-se de maneira real e fidedigna.” Essa afirmação está no livro “A condição humana” (Forense Universitária, 2007, p. 67), da filósofa política alemã Hannah Arendt (1906-1975). No capítulo em que ela escreve especificamente sobre o significado da vida pública ou da esfera pública e acerca de sua compreensão sobre o que seja comum a todos, a escritora de origem judaica afirma que a importância de sermos vistos e ouvidos por outros está no fato de que todos nós vemos e ouvimos de ângulos diferentes.

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