son

O opressor não seria tão forte, se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos. (Simone de Beauvoir)

O filho que eu não gostaria de ter
por Aline Menezes

Para a pergunta comum e equivocada sobre se eu gostaria de ter um filho gay: em primeiro lugar, não entendo a homossexualidade como desvio de conduta, safadeza, vergonha, anormalidade ou condição desprezível de existência… Entendo-a da mesma maneira que percebo a heterossexualidade. Portanto, não encontro na questão nenhuma razão para que eu “tivesse medo” de ter um filho ou uma filha que se manifestasse sexualmente diferente de mim.

Discordo de todos aqueles que tentam marginalizar a expressão sexual alheia porque ela não está ajustada ao comportamento heteronormativo. Até porque o que me interessa nas pessoas não é a sexualidade delas, mas o seu caráter, a sua inteligência e a sua capacidade de respeitar a vida do outro e de intervir no mundo de maneira lúcida, honesta, justa e benéfica.

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