facebook

[…] Podemos passar horas, dias na internet, e sermos incapazes de ter uma verdadeira relação humana com quem quer que seja… (Dominique Wolton, sociólogo francês)

O filósofo francês Michel Lacroix, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman e tantos outros pensadores contemporâneos nos chamam a atenção para os riscos desta nossa era: o primeiro fala de nosso “extravio emocional”, o segundo desenvolve o conceito de “liquidez”, e Dominique Wolton fala da ameaça da “solidão interativa”.

Já há algum tempo que me assusta e me impressiona, por exemplo, a maneira como lidamos com o fenômeno das redes sociais, que, na minha opinião, nada (ou quase nada) têm de social. Até acredito em desdobramentos mais positivos (como diria o médico Flávio Gikovate). Mas, definitivamente, não nutro nenhum tipo de fascínio por essa excitação.

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belle

[…] I could dance all night like I’m a soul boy..
(There’s too much love by Belle and Sebastian)

Volto a mencionar o que escrevi há uns dias: ainda vale a pena inquietar-se, lutar contra o fluxo agressivo e apressado desta nossa época. Se, desatentos e tomados pelo afã da sociedade fasf food, não nos damos conta de olhar o hoje, o sentido da vida se perderá ao longo do caminho.

A inquietação particular é o movimento mais sadio que experimento. Há meses que o sentimento de gratidão habita aqui dentro. A oportunidade de recomeçar é quase um ato sagrado. E reconhecer, sem a dor de antes, que fizemos escolhas erradas é um sinal de cura.

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body

My whole body is in love… (Let’s get it on by Marvin Gaye)

Apressada para presentear um amigo, li ansiosamente Um erro emocional, de Cristovão Tezza. Conheci Beatriz e Donetti. Experimentei a mistura de diálogos, pensamentos e memórias vividas numa única noite… Senti a revisora de textos; senti o escritor. Confundi-me. Voltei para a página anterior. E assim segui: entre as interferências e intervenções abstratas.

Tantas dificuldades para dizer alguma coisa, para revelar, para confessar… E tudo parecia tão íntimo e tão distante. E me recusei, queria mesmo que tudo fosse mais natural, sem treinamentos, sem forçar demais. Será possível? Ainda não sei. Mas experimentei…

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