MEU NOME É

Da Vinci, Alexandre, Einstein e Marco Polo

A coleção “Meu nome é” (ano 2005), da editora Publifolha, é uma iniciativa voltada para o público infanto-juvenil. Numa linguagem apropriada para crianças, os livros ilustrados trazem a biografia de alguns dos principais nomes da cultura, da ciência, da história e da arte dos últimos tempos.

De acordo com informações da Folha Online, a série pode ser encontrada nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou no site da Publifolha (www.publifolha.com.br).


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HOLLYWOOD, CRISTAIS SWAROVSKI & US$ 2 MI

“Há dias que não temos o que comer em casa”, disse um pai.

Os contrastes sociais sempre me comovem mais do que a própria pobreza. Penso que ninguém deve ser discriminado por ter muita grana, da mesma forma que ninguém deveria morrer de fome por não ter grana nenhuma.

Há muita gente preocupada em vestir apenas as grifes. Há muita gente de olho na marca do sapato que você calça. Há muita gente louca pra ter mais um carro importado. Há muito rico idiota. Há muito pobre idiota. Porém, mais idiota que o rico e o pobre idiotas é o homem insensível!

A vida como ela não é

Ela tem apenas sete meses de idade. Seu nome é Suri. Filha de um dos casais mais badalados das últimas semanas: Tom Cruise e Katie Holmes. No casamento realizado em Roma, a menina vestiu um Armani de organza e chiffon. O vestido de Katie era de seda marfim com um laço coberto de cristais Swarovski.

O casal gastou dois milhões de dólares pela cerimônia. Embora eu goste de matemática, não entendo o que significam US$ 2 milhões…

… tudo bem, isso não é da minha conta!

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A partir de hoje, meus textos serão exibidos sob o nome de uma editoria. A de hoje é “Sociedade”.

ALMIGHTY GOD

… um convite do sertão

Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar – é todos contra os acasos. Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois, no fim dá certo. Mas, se não tem Deus, então, a gente não tem licença de coisa nenhuma! Porque existe dôr. (Riobaldo)

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ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. 19ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 76.

NO FOOD

Uma beleza entre aspas

Sueli é uma adolescente de dezesseis anos, filha mais nova de um casal pertencente à pequena burguesia. A anorexia começou aos doze anos durante as férias com seus pais. Queria perder peso, então decidiu mudar sua alimentação, “torná-la mais saudável”, segundo ela. No começo, foi apenas uma mudança nos alimentos habituais, mas que ao longo de algum tempo transformou-se numa árdua tarefa de transpor os limites do seu corpo. (1)

“Queria ser seca, não ter um pingo de gordura.” (Sueli)

Tão fácil como encontrar uma criança que gosta de sorvete, é encontrar revistas de moda cultuando o perfil “mulheres magérrimas”. Espaço na mídia tem de sobra para esse tipo de abordagem. Talvez, por isso, o culto à magreza esteja longe de acabar, ainda mais quando somos bombardeadas, diariamente, por “10 formas de como perder peso em 10 dias”; “aprenda a perder peso e se tornar uma Kate Moss (2)”; “os 100 segredos da beleza de Gisele Bündchen (3)”, e por aí afora.

Neste momento, a notícia mais recente que temos sobre as graves conseqüências de quem persegue a “imagem corpórea da magreza” é a da modelo Ana Carolina Reston Marcan, 21, morta por anorexia nervosa. (Ver outra notícia)

O drama de Carolina Reston trouxe de volta uma antiga discussão: a anorexia. “Anorexia nervosa é um transtorno alimentar quase exclusivo das mulheres. Elas constituem 95% dos casos e o número não pára de aumentar, principalmente na faixa dos 12 aos 18 anos. Infelizmente, na internet há vários sites em que meninas anoréticas trocam receitas para emagrecer cada vez mais e exibem com orgulho seus corpos esquálidos”, disse o médico Drauzio Varella, durante exibição do 12º episódio do “Questão de Peso”.

Quando assisti pela TV à reportagem sobre a morte da modelo, vim para a internet e vi um número enorme de matérias e artigos sobre o assunto. A vítima fatal da ditadura da “beleza” (ou da magreza?), desta vez, tinha sido uma menina de 21 anos, que queria seguir o sonho de ser modelo, de desfilar pelas maiores grifes do mundo, de permitir à família condições melhores de vida. Quase ninguém do meio da moda quis falar sobre o assunto. E os que falaram, a maioria minimizou a tragédia. Por que será? Restou o espaço para os psiquiatras, psicólogos e nutricionistas. Nas entrevistas (4), senti falta de figuras como sociólogos e antropólogos. Uma pena! Certamente, eles teriam (e têm) muito o que dizer.

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(1) GIORDANI, Rubia Carla Formighieri. A Experiência Corporal na Anorexia Nervosa: Uma Abordagem Sociológica. Dissertação de mestrado em Sociologia. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2004.
(2) A modelo britânica Kate Moss, nos anos 90, foi a musa da grife Calvin Klein, exibindo seu “look” esquelético.
(3) Gisele Bündchen tem 1,79 cm de altura e 52 quilos. O seu Índice de Massa Corporal (IMC) é de 16,23. Ou seja, abaixo do mínimo de 18,5. Dizem que ela é magra naturalmente.
(4) Entrevista com Mauro Fisberg.

MÚSICA, TOQUINHO & AQUARELA

Pinto um barco a vela branco navegando
é tanto céu e mar num beijo azul…

Assim foi meu final de semana: bastante musical. Durante a tarde deste domingo, fomos (eu, minhas irmãs e Rodrigo) prestigiar meu cunhado James, da banda Qzera (um som pop, com guitarra, baixo e bateria), num show promovido pela Associação dos Músicos do DF e Entorno (Assom). E ainda encontramos por lá alguns amigos. Divertidíssima tarde!

Pela noite, participamos do ‘Show das Décadas’, com artistas brasilienses (como a banda Zero 10) e brasileiros. A abertura instrumental do evento ficou por conta de Wagner Tiso e sua orquesta, com temas de MPB. Logo em seguida, veio Orlando Morais. E, o tão esperado e aplaudido, Toquinho. Fiz o “uhu” mais alto de todos. Por isso mesmo (:P), ele tocou “Aquarela”. Linda música! (ainda bem que minha irmã Cecília sabe toda a letra; eu disfarcei um pouco: é preciso fingir que se sabe alguma coisa clássica!).

A seguir, Zélia Duncan provocou ainda mais gritos da platéia. E, atendendo a pedidos, ouvimos “Catedral”. Infelizmente, tivemos que sair no meio da apresentação de Gal Costa. E não ficamos para ver Titãs, é mole?

De qualquer modo, valeu a pena. Foi um final de semana MUITO BOM!

SOMOS TODOS DEFICIENTES

“Em cada um de nós, falta alguma coisa. A gente só será completa, quando todos unirem suas deficiências.” (Carolina Custódio, vereadora de Paraguaçu Paulista, durante exibição do Teleton 2006, à meia-noite de hoje, no SBT)

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Pelo que percebi, Carolina é portadora de deficiência congênita, com má formação dos braços e das pernas.