A TERAPIA CONTRA A INVEJA

por Caio Fábio

Quem se alegra com os que se alegram e chora com os que choram, esse é próprio em tudo o que faz, pois, pelo amor, abraçou a realidade; e o fez sem medo, sem inveja, sem amargura, sem rancor, e sem competição. Somente o amor verdadeiro produz essa segurança para ser.

Há pessoas que são capazes de chorar com os que choram, mas não são capazes de se alegrar com os que se alegram. No entanto, para todo aquele que se alegra com a alegria que a outros visitou, o chorar com os que choram é natural.

E por que quem é capaz de se alegrar com a bondade que sobre outros pousou como alegria é também capaz de chorar com os que choram, sendo que o oposto – chorar com os que choram – não necessariamente faz a pessoa ser capaz de se alegrar com os que se alegram?

Ora, é que é mais fácil para os inseguros serem humanos e amigos na tristeza dos outros – realidade que a todos nivela nesta existência -, do que na alegria desses, posto que a tristeza é algo de que todos têm farta experiência nesta vida, mas da alegria verdadeira poucos têm experiência. Assim, chorar com os que choram é mais fácil para qualquer um do que se alegrar com os que se alegram, visto que chorar com os que choram é identificar-se com o que é certo (o sofrimento), mas se alegrar com os que se alegram é ter a capacidade de celebrar o raro, o inusitado e o que não é natural neste mundo de dores.

Todo aquele que é capaz de se alegrar com os que se alegram é também capaz de chorar com os que choram, porém, nem todo aquele que é capaz de chorar com os que choram é também capaz de se alegrar com os que se alegram.

Afinal, quem terá inveja da dor dos doídos? Mas da alegria dos alegres muitos têm grande inveja!

Assim, se você deseja desenvolver boas coisas dentro de você, aprenda a alegrar-se de coração com os se alegram, e, assim, você ficará livre de toda inveja.

Há, todavia, aqueles que “amam” você quando você está sofrendo, e que o “odeiam” quando você está feliz.

Ora, todo aquele que assim sente, é um invejoso em estado de luta permanente contra a sua inveja; daí viver em conflito, e de tal modo, que chorar com os que choram é a dádiva de um certo “melhor do seu coração”; e que acontece, inconscientemente, como camuflagem da inveja que o impossibilita de se alegrar com os que se alegram.

Para o invejoso, mais difícil do que suportar todas as coisas, todos os sofrimentos e todas as privações da vida, é agüentar ver a bondade da graça de Deus se manifestar como alegria no coração de alguém que não seja o dele.

O invejoso é capaz de se vestir de solidariedade quando vê o sofrimento; afinal, para ele, o ser solidário na dor é uma virtude de afirmação sua. No entanto, se alegrar com os que se alegram é uma afirmação feliz acerca da bondade de Deus sobre um outro. E disso somente os que não têm inveja no coração são capazes.

Assim, conforme se vê, a inveja é uma merda, e sábio é todo aquele que de seu próprio coração varre toda inveja para sempre. Mas para que isto aconteça é preciso que a pessoa aprenda a se alegrar em ser quem é, pois, somente assim ela não terá inveja da felicidade de ninguém.

Pense nisto!

Fonte: www.caiofabio.com

E DAÍ?

Sigo adiante com as minhas perguntas

Os motivos para não querermos falar sobre política até que são nobres, afinal de contas, quem gosta de saber que nada mudou no País ou que, pior, os impostos que pagamos vão para o bolso (ou para a cueca) de alguns ratos? Quem gosta de andar pelas ruas e ser roubado pelo próprio policial? Ou, ainda, quem gosta de saber que não há policiais suficientes nas ruas?

Quem gosta de ver crianças de, no máximo, 10 anos de idade, andarem descalças e sujas pelos semáforos, pedindo dinheiro pra ‘comprar o leite do irmão’, quando deveriam estar nas salas de aula? Quem gosta de saber que as meninas de 9 anos de idade são aliciadas por adultos e estrangeiros, políticos e brasileiros?

Quem gosta de ler as estatísticas e saber que o Brasil ocupa os primeiros lugares no ranking mundial de analfabetismo, de repetência escolar (se bem que para uma criança repetir de ano no Brasil, a depender, os pais deverão subornar a escola, de tão ridículo que é o nosso processo educacional)?

Quem gosta de ver os mesmos políticos (nojentos e asquerosos) se candidatarem à reeleição? Quem gosta de vê-los sorrindo e pedindo voto, como se nada de repugnante tivessem feito no passado? Quem gosta de assistir às propagandas-obrigatórias-eleitorais?

Quem gosta de saber que o seu filho, embora culpado, está sendo tratado de maneira desumana nas penitenciárias? Quem gosta de saber que o seu filho foi vítima de uma bala perdida, e que só foi achada porque todos perderam a vergonha na cara?

Quem gosta de estar desempregado? Quem gosta de passar fome? Quem gosta de não ser atendido pelos hospitais? Quem gosta de ser tratado como lixo? Aliás, pior que lixo, pois há lixo reciclável!

Mas, e daí, se os motivos para não falarmos sobre política são até nobres?

Política é (ou deveria ser), antes de tudo, olhar o outro, para melhor promoção das relações humanas.

ZUZU ANGEL

Uma noite de paparazzi

Bom mesmo é fazer coisas que você julgue divertidas.

De uma maneira engraçada e inesperada, eu e minhas irmãs conseguimos convites para a pré-estréia do longa-metragem Zuzu Angel, em Brasília, nesta quarta-feira (2).

Meu último dia de férias não poderia ter sido mais recreativo: decidida a ser a fotógrafa de uma noite típica de um paparazzi, eu me preparei para registrar o momento em que Luana Piovani (que interpreta Elke Maravilha) beija uma a uma de minhas irmãs.

Não. Não deu.

A máquina não funcionou (quem mandou eu não entrar na era digital). Dei um suspiro (um não, vários), e continuei minha pré-estréia como fotógrafa de celebridades.

Patrícia Pillar (Zuleika Angel Jones, a Zuzu) se aproxima. Clic! E um homem todo engravatado passa na minha frente. Ainda tenho esperanças de que eu tenha sido mais rápida do que a girafa de terno.

É claro que eu não nasci para ser fotógrafa. Mas, insistente que sou, juntei-me, descaradamente, aos ministros, parlamentares, atrizes, autoridades e todos os convidados do evento. Pronto! Minha vida de paparazzi começava a ter sucesso.

Enquanto isso, do outro lado, minhas irmãs riam da situação. Todas nós disfarçávamos. Afinal de contas, ninguém podia saber que éramos, sim, penetras. E parece que ninguém soube, pois os jornais publicaram que estavam presentes ao evento autoridades, políticos, atrizes e convidados. (risos)

A nossa noite foi mais do que divertida. E, para compensar toda a cara-de-pau, valeu a pena o “sacrifício” para ver o filme.

E, anotem:

Talvez eu e minhas irmãs lancemos um livro: 100 dicas de como ser um intruso com classe.