QUAL A COR DE SUA VIDA?

Lembro-me de uma colega de escola chamada Rosana. Ela pintou um cartão de feliz aniversário para mim e escreveu algumas frases interessantes. Uma delas: ‘a vida tem a cor que a gente pinta’. Ainda não sei de quem é a autoria, embora eu tenha pesquisado no Google (uma pesquisa rápida, confesso!). Independentemente de quem seja, considero uma ótima afirmação, servindo, em especial, como tema deste post.

Penso que a maioria de nós quer ser feliz [por que não todos, Aline?] e, como todas as palavras de nosso querido vocabulário, o termo felicidade pode receber uma infinidade de significados. Ou melhor, o ‘ser feliz’ está condicionado às expectativas de cada indivíduo. Como somos todos complexos, alguns conceitos não são facilmente definidos… (…)

‘A vida tem a cor que a gente pinta’ sugere que, de alguma maneira, somos responsáveis pela ‘pintura’ de nossa vida. Pela nossa felicidade, pela alegria, pela tristeza. E o que é vida? Defino, aqui, como a nossa existência neste mundo, o ser humano no sentido biológico, psicológico, espiritual, psíquico. Gosto de cores cítricas. E, graças a Deus, tenho a-pren-di-do a pintar minha vida com as cores das quais gosto. (Ouvi dizer que Van Gogh gostava de amarelo).

Deve ser muito triste, ao final da vida (se é que existe final), darmo-nos conta de que sempre tivemos todas as cores à nossa disposição; de que sempre tivemos todos os pincéis; todo tipo de aquarela, mas que, por um lamentável descuido, deixamos de observar que até mesmo o arco-íris se permitiu ter cores, enquanto nós, passamos a vida sem o colorido que poderíamos ter…

SEM SELO DE GARANTIA

Que garantia o brasileiro tem de que não será vítima de bala perdida? Que garantia tem de que não será assaltado na saída do cinema, do teatro, da escola (ou mesmo dentro da escola)? Que garantia se tem de que o carro não será roubado? De que seu vizinho não será assassinado? De que seu filho voltará para casa? De que o taxista não levará um tiro na cabeça?

Que garantia temos de que o bandido será preso, o inocente será protegido, meus filhos terão acesso à educação de qualidade, meus pais terão uma velhice sossegada? Que garantia temos de que o policial é policial?

Que garantia o eleitor tem de que o ‘mensaleiro’ será cassado, julgado e condenado? Que garantia o brasileiro tem de que não morrerá na fila do INSS? De que não morrerá no corredor de um hospital? De que não será rendido numa agência bancária?

Que garantia o pai de um ‘adolescente infrator’ tem de que o seu filho será reconduzido ao bom convívio social? Que garantia o fazendeiro tem de que suas terras não serão invadidas? Que garantia os ‘sem-teto’ têm de que haverá reforma agrária?

Por que o ‘seu José’ morreu de fome? Por que falar em política causa náuseas? Por que há tantas greves nas universidades públicas? O que representam os carros importados nos estacionamentos da UnB? Por que pobre não gosta de rico e rico não gosta de pobre? Por que existem cursos pré-vestibulares?

O que são direitos humanos? O que é direito à vida? O que significa segurança nacional? Por que pagamos tanto imposto? Por que na minha cidade o hospital público não funciona? Por que há políticos soltos, e inocentes presos? Por que eu vi uma criança catando comida no lixo? Por que eu vi um menino apontar um canivete para mim em Belo Horizonte? Por que ninguém fez nada?

Para que servem as leis? Para que serve um governo democrático? Quem tem direito à saúde? O que são políticas públicas?

Tenho algumas escolhas a fazer:

1. Faço de conta que está tudo bem. E vivo alienada.
2. Vou às ruas e reivindico meus direitos.
3. Não faço absolutamente nada.
4. Escrevo posts para desabafar.
5. Candidato-me à presidente da República.

E você, que escolha tem?

ODEIO QUEM FAZ O GÊNERO INTELECTUALIZADO E DESPREZA OUTROS TIPOS DE “CULTURA”

Inspirada pelos posts da Lesliane (para os íntimos, Les), avaliei alguns comportamentos que, geralmente, apresentamos nesta vida. Num dos textos de Les, ela afirma que gosta de Roberto Carlos e que não tem vergonha de dizer isso. E é claro! Ela não precisa ter vergonha. Existem várias razões para se apreciar uma figura, uma personalidade, uma música, um livro, um texto, um quadro, uma formiga, uma árvore… Eu, em particular, adoro a Jennifer Lopez. Tem gente que a adoia. Que considera suas músicas sem criatividade, que considera sua atuação repetitiva… Eu adoro!

Há um medo de se admitir alguns gostos, porque a “elite intelectualizada (ou, na minha opinião, revestida de falta de sensibilidade)” jamais apreciaria esses tipos de “gostares”.

Se vamos falar da musicalidade, por exemplo, determinado cantor pode não ser bom. Se vamos falar da capacidade literária de um certo escritor, podemos notar que não chega a tanto. Se vamos falar sobre um filme, pode-se perceber em sua produção cinematográfica falhas horríveis. É para isto que existem os críticos: observam de maneira técnica, analítica, fria ou sei lá o quê. No entanto, existem outros fatores que nos levam a apreciar algo… Que ultrapassam a técnica, a análise puramente crítica.

Conheço pessoas de uma capacidade cognitiva fantástica (prefiro não usar o termo inteligência) e que, nem por isso, deixam de gostar de um filme ‘feijão com arroz’, de uma comédia americana, de uma música brega (aliás, o que é uma música brega?)…

A vida só é possível da maneira que é. (E nem por isso tal idéia contraria Cecília Meireles, que disse: “A vida só é possível reinventada”.)

E a vida é linda. E essa beleza independe de literatura francesa, inglesa, italiana, brasileira; independe de rock, de música celta, de axé, de música clássica; independe de escritores do século passado, do século presente, do século futuro; independe dos gênios, dos iletrados…

A vida é.

SEM CENSURA

Não tenho antena parabólica. Não tenho TV por assinatura. Faço parte da grande maioria dos brasileiros que assistem aos programas que a TV aberta nos “permite” ter…

Gosto do programa Sem Censura, apresentado por Leda Nagle, pela TVE Brasil. Sempre que posso ver, não me arrependo.

É isso!