PRESENÇA SEMPRE

Chegamos a mais um final de ano e muitos sofrem por não ter (ou pensam que não têm) motivos para comemorar. Para todos vocês e para essas pessoas que “não têm motivos para comemorar”, deixo um texto que escrevi com fé.

Uma presença em que não há despedidas. Não há acenos de longe. Não há mãos de adeus.

Quem nunca passou pela experiência de despedir-se, para sempre ou temporariamente, de alguém que se ama, de quem se tem muita estima?!

É o pai que fará uma longa viagem a negócios. É a mãe que passará uns dias fora. É o parente que vai para uma outra cidade. É o filho que vai embora. Casa-se e vai viver um pouco longe de casa. É o namorado ou o noivo que mora longe… E que, a cada encontro, a certeza de que haverá um aceno de longe…

Uma presença em que não há despedidas.

A presença do Pai, de Deus, de Cristo. Nela, não há despedidas. Ele é conosco! Ele é Emanuel!

Já diz o poema A beleza de certas coisas: Que pena que haja um adeus para cada encontro e tanta tristeza em cada despedida!

A chegada é sempre alegre. A ída, sempre triste.

É a experiência que marca os corações daqueles que amam, que aos poucos aprendem que proteger transmite a idéia de cobrir com um manto de amor.

Deus nos protege. Ele nos ama. Cobre-nos com Seu manto de amor. É conosco… E, nEle, não há despedidas. Não há acenos de longe. Sua presença está sempre presente. Porque Ele é Emanuel.

MAX LUCADO

“O amor… sempre protege.” (I Co 13.4-7 tradução livre do inglês)

Segundo Max Lucado, em seu livro “Aprenda a compartilhar um amor que vale a pena”, o Dicionário Teológico do Novo Testamento (Theological Dictionary of the New Testament) é conhecido por seu estudo das palavras, e não por qualidades poéticas. Mas o estudioso parece ser poético quando explica o significado de proteger como aparece em 1 Coríntios 13.7. Ele diz que esta palavra “transmite a idéia de cobrir com um manto de amor”.

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LUCADO, Max. Aprenda a compartilhar um amor que vale a pena. Rio de Janeiro, RJ: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2003. p. 134.

NO QUE NÃO ACREDITO

Não acredito que alguém seja um homem de Deus, sem antes ser um entre os humanos.

Não acredito que o homem é quem dá o crescimento, até mesmo porque “tudo que é vivo cresce naturalmente”.

Não acredito que haja espiritualidade naquele que está com a alma aprisionada.

Não acredito que o Reino de Deus seja o mesmo que “as igrejas evangélicas”.

Não acredito que o jugo desigual seja o mesmo que a união de um crente (“evangélico”) com um descrente (“não-evangélico”). A discussão está acima disso.

Não acredito que o mover de Deus esteja expresso nas gritarias e histerias provocadas em algumas igrejas.

Não acredito que vida cristã seja correr atrás de novidades. O Evangelho já é a Boa Nova. Portanto, é o andar em novidade de vida.

Não acredito que aquele que de fato confessou Cristo como Senhor e Salvador possa perder a Salvação.

Não acredito naquele que se diz cristão, mas nega sua humanidade.

Não acredito naqueles que “se julgam justos”.

Não acredito que estar em Cristo seja “o ser doutrinado” por padrões estabelecidos por legalistas que pouco sabem acerca de Deus.

Não acredito que existam pecados grandes e pecados pequenos.

Não acredito em um monte de coisas.

Mas, ainda assim, acredito no Evangelho.