O ARUANÃ E O AMOR DE DEUS

O crocodilo macho não tem instinto de preservação da espécie. Daí, havendo fome, o macho, muitas vezes, acaba por devorar o seu próprio filho, se este passar por perto.

As aves parecem ser os pais mais evoluídos no âmbito natural. A maioria delas trabalha junto, como pai e mãe, a fim de manter e cuidar da família.

O mais belo de todos os pais que eu conheço na natureza é o Aruanã.

O Aruanã é um peixe amazônico e que é um exímio caçador até fora d’água. Ele é capaz de saltar de dentro do rio e abocanhar um inseto que esteja alto, numa árvore cujo galho esteja pendurado sobre o rio ou igarapé. No entanto, o mesmo Araunã caçador voraz é também um pai sem igual. Isto porque uma vez que haja a desova, o pai fica ao lado dos ovos, até que se abram e deles saiam pequenos peixinhos. São centenas de pequenos peixes, cercados por grandes e terríveis predadores. Mas o pai não larga o grupo indefeso. Assim, todas as vezes que vem um potencial predador, o Aruanã abre sua imensa boca, e a multidão de peixinhos entra nela como se fosse um “avião Búfalo”, desses que abrem a porta como se fosse uma grande boca.

Desse modo, os filhotes se refugiam na boca do pai; e, este, com sua cara imensa olha os inimigos, os quais, assustados, fogem. Uma vez que não há mais ameaça, o Aruanã abre a boca, e dela saem nuvens de filhotes.

Nas águas turvas desta existência quero apenas ser peixinho escondido na Boca de Deus.

Espiritualmente falando não sou filho de Crocodilo. Sou filho de Aruanã. E que Aruanã! Em sua boca cabe toda a existência. Cabe o mundo de todos os humanos.

A Sua Palavra é escudo e proteção.

Caio

(devocional extraído do site www.caiofabio.com)