Prepotência. Arrogância. Intolerância. Soberba. Orgulho. Insolência. Nefasto. Tudo tão feio! Tudo tão ruim! Tudo tão humano, ao mesmo tempo, desumano! Os risos irônicos. Os olhares bizarros. Pessoas cínicas. Sem afeto. Sem. Nada. Falta. Perdas.
O não olhar o outro. O não se colocar no lugar do outro. O egoísmo. O desinteresse pelo próximo. Próximo longe. Próximo perto. Próximo aqui. Tudo me parece ridículo. E talvez até seja! Ridículo! O não perdoar. O não desculpar. Não entendo. O meu mundo não me permite entender. Sou intolerante com o ridículo. Minha alma tem aversão à falta de amor. À falta de carinho.
E minha aversão não me assegura o não ser assim também! Tão igual aos outros. Tão igual aos arrogantes. Aos prepotentes. Aos intolerantes. Aos soberbos. Aos orgulhosos. Aos insolentes. Aos nefastos. Tão igual a todos.
Mas, mesmo sendo igual, mesmo sendo esse lixo ridículo que todos somos, mesmo assim, creio em um lugar melhor. Creio nas gentes. Confio nos amigos. Sinto saudades. Amor. Procuro paz.
E a encontro!
(texto escrito aqui, numa quinta-feira, data qualquer, às 12h13)
João se separou de Maria, que era casada com Joaquim, que enviuvou de Tereza, que morria de amor por Antônio... Quem se importa com a vida deles? Não sei!
(Drummond, perdoe-me!)
Cicarelli se separou de Ronaldinho, que era casado com Milene, com quem tem um filho... Quem se importa? TODOS SE IMPORTAM!!!
Você não precisa assistir aos programas de fofoca. Você não precisa acessar a Net. Nem mesmo precisa ler este blog. Você só precisa estar em algum lugar, que logo sabe da separação do Fenômeno-do-Futebol com a Linda-Modelo-Apresentadora.
E aqui estou eu dando Ibope. Fazendo deles o motivo de meu post!!! Pobre menina má!!!
Bem, o que quero dizer mesmo? Ah, sim! Vida de famosos é isto: vira manchete. E o pior: por mais irrelevante que a notícia seja. Mas, também...
Agenor se cansou de brigar com Estelita, que foi até a vizinha desabafar com Joana, que abriu o jogo sobre o seu relacionamento com Augusto, que sempre foi apaixonado por Isabel, mas Isabel era negra!
O pai de Augusto proibiu o romance!
Isto importa: duas pessoas que se amam, mas não podem se amar.
*Não somos anjos em vôo vindos do céu/ Mas gente comum que ama de verdade, disse Renato Russo, em Gente.
Bom, pessoal, ao acessar o site do Flávio Venturini (www.flavioventurini.com.br), vi em sua coluna um link de textos, quando tive o privilégio de ler um deles. É o seguinte:
Por Martha Medeiros
Lendo a entrevista que o médico e escritor Drauzio Varella deu para a revista Marie Claire, encontrei a definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação: "uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom e merece ser desenvolvido. Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.