Não tenho dúvidas de que sempre estaremos cercados por pessoas fingidas e dissimuladas. Também acredito que somos parte, em alguns momentos, desta geração: indivíduos politicamente corretos, que carregam em si um sujeito pronto para não contrariar, porque não quer ser desagradável. Esse tipo de comportamento, para mim, é desonesto.
Tenho pensado com freqüência sobre os relacionamentos virtuais. Sobre os comentários que os internautas deixam nos blogs uns dos outros. Sobre as conveniências. Sobre a insinceridade. E sobre nossa capacidade de se irritar com quem não concorda com nossas idéias, muitas vezes escritas de maneira confusa.
Fiquei pensando no quanto somos tendenciosos: costumamos respeitar muito mais aqueles que compartilham conosco da mesma opinião, dos mesmos ideais, do que os que se opõem a nós. E isso me parece arrogância. Uma tremenda arrogância!
Nós, que lidamos com um público internético (por isso mesmo, diversificado e desconhecido), precisamos ser mais cautelosos, mais perspicazes, mais sensíveis para respeitar a multiplicidade de opiniões. É isto que faz da vida algo tão atraente - a possibilidade de não existir um mundo, mas todos os mundos possíveis.
"Quem é como o sábio? E quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz brilhar o seu rosto, e com ela a dureza do seu rosto se transforma." (Eclesiastes 8:1, retirado da Bíblia Online)
de Megan McDonald
ilustrado por Peter Reynolds
traduzido por Isa Mara Lando
Penso que os adultos deveriam voltar a ler coisas infantis.
A história de Judy Moody seria comum, se não fosse o fato de ela ser Judy Moody: aluna da 3ª série, (deve ter nove anos de idade), ela detesta saber que a sua colega Jéssica ficou famosa porque ganhou o concurso de "Rainha da Ortografia", por ter soletrado a palavra alcachofra. Movida pela 'inveja', Judy tenta a todo custo ser famosa também...
Na noite em que li esse livro, eu estava tão inspirada, que chorei de rir numa determinada cena: Judy leva sua gata Ratinha para participar de um concurso de bichos. Os bichos que participam têm algum tipo de habilidade (foi esse o capítulo que me causou gargalhadas). Tem até galinha que toca piano!
(...)
Posso estar equivocada, mas não vejo, no Brasil, incentivo à literatura infantil ou à literatura infanto-juvenil (exceto o conhecimento que todos têm de Monteiro Lobato, Ziraldo e Maurício de Souza). Aliás, já não existe um incentivo muito grande à leitura, quem dirá à infantil, o que é uma pena!
Assim que possível, comprarei toda a "Coleção Judy Moody".
Sobre a autora - Megan McDonald foi criada na Pensilvânia, nos Estados Unidos, a mais nova de 5 irmãs. Como todos na família tinham muito talento para contar casos e ela nunca conseguia dar um palpite, resolveu escrever suas próprias histórias. Megan formou-se em literatura infantil e trabalhou em livrarias, bibliotecas e escolas, tornando-se depois escritora em tempo integral. Ela mora na Califórnia, com o seu marido Richard.
Obs.: as informações sobre Megan, eu transcrevi de um arquivo em PDF fornecido pela editora Moderna.
Não tenho antena parabólica. Não tenho TV por assinatura. Faço parte da grande maioria dos brasileiros que assistem aos programas que a TV aberta nos "permite" ter...
Gosto do programa Sem Censura, apresentado por Leda Nagle, pela TVE Brasil. Sempre que posso ver, não me arrependo.
É isso!