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[ 11 de Junho de 2011 | Enviar feedback » | 455 visualizações]

Uma voz, harmoniosa e fraca, perdia-se sobre as ondas; e o vento levava os trinados que Léon ouvia passar, ao seu redor, como um bater de asas. (in Madame Bovary, Flaubert, p. 226)

As ruas daquela cidadezinha ainda são as mesmas: largas, cheias de nada, vazias e escuras. São os sons do silêncio que nos ensurdece, malditas esquinas que têm nomes, inúteis. O cativeiro da liberdade, escondida por detrás das margens. Profundas e irreconhecíveis, sinais vermelhos, dando mostras de que agora tudo é perigoso.

Pessoas vagando pela estupidez, mal deste século. Um tipo de cansaço que até nos alivia, havia, ali. Modos infames, pensamentos lascivos, repugnantes. Que dirá de tudo? Que dirá de todos? Que dirá de ninguém? Basta não ser como os outros, não ser como os demais. Basta dizer que se tem o dom de não se ter. Querer.

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[ 29 de Novembro de 2006 | Enviar feedback » | 1134 visualizações]

Da Vinci, Alexandre, Einstein e Marco Polo

A coleção "Meu nome é" (ano 2005), da editora Publifolha, é uma iniciativa voltada para o público infanto-juvenil. Numa linguagem apropriada para crianças, os livros ilustrados trazem a biografia de alguns dos principais nomes da cultura, da ciência, da história e da arte dos últimos tempos.

De acordo com informações da Folha Online, a série pode ser encontrada nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou no site da Publifolha (www.publifolha.com.br).


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[ 22 de Setembro de 2006 | 2 feedbacks » | 1304 visualizações]

Não tenho dúvidas de que sempre estaremos cercados por pessoas fingidas e dissimuladas. Também acredito que somos parte, em alguns momentos, desta geração: indivíduos politicamente corretos, que carregam em si um sujeito pronto para não contrariar, porque não quer ser desagradável. Esse tipo de comportamento, para mim, é desonesto.

Tenho pensado com freqüência sobre os relacionamentos virtuais. Sobre os comentários que os internautas deixam nos blogs uns dos outros. Sobre as conveniências. Sobre a insinceridade. E sobre nossa capacidade de se irritar com quem não concorda com nossas idéias, muitas vezes escritas de maneira confusa.

Fiquei pensando no quanto somos tendenciosos: costumamos respeitar muito mais aqueles que compartilham conosco da mesma opinião, dos mesmos ideais, do que os que se opõem a nós. E isso me parece arrogância. Uma tremenda arrogância!

Nós, que lidamos com um público internético (por isso mesmo, diversificado e desconhecido), precisamos ser mais cautelosos, mais perspicazes, mais sensíveis para respeitar a multiplicidade de opiniões. É isto que faz da vida algo tão atraente - a possibilidade de não existir um mundo, mas todos os mundos possíveis.

"Quem é como o sábio? E quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz brilhar o seu rosto, e com ela a dureza do seu rosto se transforma." (Eclesiastes 8:1, retirado da Bíblia Online)