SIMULAÇÃO
Não tenho dúvidas de que sempre estaremos cercados por pessoas fingidas e dissimuladas. Também acredito que somos parte, em alguns momentos, desta geração: indivíduos politicamente corretos, que carregam em si um sujeito pronto para não contrariar, porque não quer ser desagradável. Esse tipo de comportamento, para mim, é desonesto.
Tenho pensado com freqüência sobre os relacionamentos virtuais. Sobre os comentários que os internautas deixam nos blogs uns dos outros. Sobre as conveniências. Sobre a insinceridade. E sobre nossa capacidade de se irritar com quem não concorda com nossas idéias, muitas vezes escritas de maneira confusa.
Fiquei pensando no quanto somos tendenciosos: costumamos respeitar muito mais aqueles que compartilham conosco da mesma opinião, dos mesmos ideais, do que os que se opõem a nós. E isso me parece arrogância. Uma tremenda arrogância!
Nós, que lidamos com um público internético (por isso mesmo, diversificado e desconhecido), precisamos ser mais cautelosos, mais perspicazes, mais sensíveis para respeitar a multiplicidade de opiniões. É isto que faz da vida algo tão atraente - a possibilidade de não existir um mundo, mas todos os mundos possíveis.
"Quem é como o sábio? E quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz brilhar o seu rosto, e com ela a dureza do seu rosto se transforma." (Eclesiastes 8:1, retirado da Bíblia Online)
SEM CENSURA
Não tenho antena parabólica. Não tenho TV por assinatura. Faço parte da grande maioria dos brasileiros que assistem aos programas que a TV aberta nos "permite" ter...
Gosto do programa Sem Censura, apresentado por Leda Nagle, pela TVE Brasil. Sempre que posso ver, não me arrependo.
É isso!
À SURDINA
Prepotência. Arrogância. Intolerância. Soberba. Orgulho. Insolência. Nefasto. Tudo tão feio! Tudo tão ruim! Tudo tão humano, ao mesmo tempo, desumano! Os risos irônicos. Os olhares bizarros. Pessoas cínicas. Sem afeto. Sem. Nada. Falta. Perdas.
O não olhar o outro. O não se colocar no lugar do outro. O egoísmo. O desinteresse pelo próximo. Próximo longe. Próximo perto. Próximo aqui. Tudo me parece ridículo. E talvez até seja! Ridículo! O não perdoar. O não desculpar. Não entendo. O meu mundo não me permite entender. Sou intolerante com o ridículo. Minha alma tem aversão à falta de amor. À falta de carinho.
E minha aversão não me assegura o não ser assim também! Tão igual aos outros. Tão igual aos arrogantes. Aos prepotentes. Aos intolerantes. Aos soberbos. Aos orgulhosos. Aos insolentes. Aos nefastos. Tão igual a todos.
Mas, mesmo sendo igual, mesmo sendo esse lixo ridículo que todos somos, mesmo assim, creio em um lugar melhor. Creio nas gentes. Confio nos amigos. Sinto saudades. Amor. Procuro paz.
E a encontro!
(texto escrito aqui, numa quinta-feira, data qualquer, às 12h13)