Sociedade »

[ 10 de Novembro de 2010 | 3 feedbacks » | 1591 visualizações]

[...] Podemos passar horas, dias na internet, e sermos incapazes de ter uma verdadeira relação humana com quem quer que seja... (Dominique Wolton, sociólogo francês)

O filósofo francês Michel Lacroix, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman e tantos outros pensadores contemporâneos nos chamam a atenção para os riscos desta nossa era: o primeiro fala de nosso "extravio emocional", o segundo desenvolve o conceito de "liquidez", e Dominique Wolton fala da ameaça da "solidão interativa".

Já há algum tempo que me assusta e me impressiona, por exemplo, a maneira como lidamos com o fenômeno das redes sociais, que, na minha opinião, nada (ou quase nada) têm de social. Até acredito em desdobramentos mais positivos (como diria o médico Flávio Gikovate). Mas, definitivamente, não nutro nenhum tipo de fascínio por essa excitação.

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Minhas reflexões »

[ 14 de Novembro de 2009 | 3 feedbacks » | 1278 visualizações]

Tornar-se terrorista é uma escolha. Deixar-se cegar pela pura inveja, pelo ressentimento ou pelo ódio também é uma escolha [..]. (Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, p. 159)

Prefiro a dor do corte à anestesia da alma. Quanto aos meus inevitáveis enganos, ajudam-me a refletir sobre a representação figurativa de minha lucidez. Porque somente as coisas abstratas existem de verdade.

Raras são as vezes em que olho para a lua. Talvez uma falha de caráter: confesso. A lua que me atrai só existe em forma de poesia, nos livros ou nos poemas. Assim habito; meu dna insiste em não ser decodificado.

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Homo sapiens »

[ 10 de Novembro de 2009 | 4 feedbacks » | 425 visualizações]

Nenhuma variação do convívio humano é plenamente estruturada, nenhuma diferenciação interna é totalmente abrangente, inclusiva e livre de ambivalência, nenhuma hierarquia é total e congelada. A lógica das categorias imperfeitas preenche a diversificação endêmica e a desordem das interações humanas. Cada tentativa de completar a estruturação deixa grande número de "fios soltos" e significados contenciosos. (Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, p. 93)

Seres melífluos têm caráter duvidoso, mas não me assustam. Somos empurrados para a indelicadeza e a alienação. A atmosfera das sociedades, sobretudo modernas, conspira contra a reflexão. Contra a lucidez. E, quando pensamos, tornamo-nos incômodos para o bando de idiotas que nos cercam.

Até mesmo os seres consanguíneos se repelem. Movidos pela inveja, pelas antipatias gratuitas, pelos complexos formados ao longo da árvore genealógica. E pelas comparações ridículas, infantis e estúpidas. Seres consanguíneos, quando contaminados pela burrice do século, tornam-se brutamontes.

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