Homo sapiens »

[ 2 de Agosto de 2009 | 3 feedbacks » | 1245 visualizações]

A maturidade é um álibi frágil. Seguimos com uma alma de criança que finge saber direitinho tudo o que deve ser feito, mas que no fundo entende muito pouco sobre as engrenagens do mundo. Todo o resto é tudo que ninguém aplaude e ninguém vaia, porque ninguém vê. (trecho da crônica "Todo o resto", de Martha Medeiros)

Desejos que nos inquietam a alma: que nos fazem transgressores de nossas próprias escravidões. Presas irresistíveis da sensualidade. Que me importa o que vão dizer de mim? Sigo adiante. Mesmo quando não consigo me ouvir. Não estar certa é o melhor dos meus equívocos. Tradução exata do que somos. Ou apenas do que penso ser.

Brutalidade é se esconder das incertezas latentes do coração. Estupidez é fingir não ser assim. Mas, sim, sigo adiante: mesmo quando não consigo me ouvir. Para mim, viver é ter palavras. Letras e pontuação. Reticências, pois nem sempre sei a morfologia de mim. Descubro-me em desmontes, silêncio ensurdecedor...

... de quem não quer explicações.