Quem sabe direito o que uma pessoa é? Antes sendo: julgamento é sempre defeituoso porque o que a gente julga é o passado. (J. Guimarães Rosa)
Inicio o novo ano com a minha velha e irritante incredulidade: pessoas são seres insuportáveis. O bom é que encontro na literatura a possibilidade do meu desabafo. Da certeza de que a novidade da qual precisamos é a de espírito. Para mim, integridade é saber o que somos. E, na dúvida, apenas sermos.
A composição de Belchior me desperta: "[...] por isso, cuidado, meu bem: há perigo na esquina!" E prossigo sabendo: "minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos". Nasci pra ser inteira. Por essa razão, não há espaço em mim para fragmentos de gente.
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