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[ 1 de Novembro de 2009 | 5 feedbacks » | 325 visualizações]

A morte existe e, seja lá o que for, ela importa. Tudo o que acontece traz consequências, e tanto a morte como as consequências são irrevogáveis e irreversíveis. Você pode, do mesmo modo, dizer que o nascimento não importa. Ao olhar para o céu noturno, pergunto-me se há algo mais certo do que isto... (Lewis, p. 39)

Rápida e indigesta: assim defino esta sociedade fast food, que não tem tempo sequer para as experiências abstratas. Que não mais assimila a solidez dos amores perdidos (ou presentes). Que nos faz adquirir coisas e sensações estúpidas, a exemplo dos meus medos de raios e cigarras. Não são as lágrimas piegas que procuro, mas o encantamento da vida que pulsa em profusão.

Busco o desespero em suaves doses de melancolia. O sentido exato de nossas perplexidades, as contradições internas e em simetrias. Valores meus, só meus. Sem donos nem rostos nem definições, assim: temporariamente sem vírgulas. Minha fé não está em abandono. Ela é concreta - mesmo quando não a sinto tão perto. Tão grande. Tão convicta de ser quem ela é.

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