Se quiser descobrir a verdade sobre alguém, descubra o sonho dela e, depois, trabalhe de trás pra frente. Todos nós perseguimos alguma coisa. Mais dinheiro, mais amor, bem, não sei, talvez mais uma chance. Mas o que realmente queremos é mais vida. Sim, senhor, mais um pouco desta bela vida. Mas você precisa ter cuidado, pois pode ser que queira ainda mais e, no final, acabe com menos. (introdução do filme A última aposta)
Diz-se que uma das finalidades da engenharia de trânsito é pensar/apresentar soluções técnicas adequadas para que pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas em geral tenham condições seguras no trânsito. Até hoje, não compreendo por que razão somos informados sobre a localização dos "pardais" (radares eletrônicos instalados em determinados pontos da cidade).
O sujeito vem em alta velocidade numa via cujo limite é 60 Km/h, ele avista o 'pardal' (na verdade, ele já sabe onde estão os pardais) e aí reduz a velocidade... Reduz porque não quer ser multado, e não porque está consciente de que o impacto causado por um veículo que está a 60 km/h não será tão "horrível" quanto o impacto por um de 80 km/h, por exemplo. Penso que esse cálculo é feito pela engenharia de trânsito! E não deve ser por acaso que algumas vias são de 50, 60, 70 e 80 km/h.
Sem querer bancar a politicamente correta (e olha que não suporto o politicamente correto), fiquei irritadíssima num determinado dia: retornando de uma viagem de trabalho, peguei um táxi. O taxista incorporou o Speed Racer, dirigindo em alta velocidade e fazendo manobras radicais. Insinuei pra ele meu desejo de que dirigisse de acordo com o limite da via, ao que ele respondeu: "não se preocupe, eu sei exatamente onde estão os pardais". Hã??????? Mas eu não estava preocupada com o fato de ele pagar multas por excesso de velocidade. Minha preocupação era outra, muito mais importante: correr risco de morte não me excita, oras... Desesperada, eu?
Para completar, o Speed Taxista me disse que dirige há 20 anos... Em outras palavras, ele quis dizer que não está sujeito a acidentes, já que é tão experiente. Okey! Não quis dar continuidade à conversa. Afinal, motoristas insistem na imprudência, na irresponsabilidade e na idiotice de fazer de seu carro uma aeronave. Em silêncio, fiquei torcendo pra logo chegar em casa. Minha sorte foi que - até a minha casa - tinham vários pardais. E só por isso Speed não ultrapassou os 100 km/h.
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P.S.: Infelizmente, já cometi infrações no trânsito. E isso não é nem um pouco divertido!

9 comentários
É, Digo, há coisas que ficam bem perigosas quando passamos a naturalizá-las...
Vim só te dar um xêro e dizer que também não gosto do politicamente correto, mas prudência não faz mal a ninguém.
Beijos...
É verdade, Rebeca. um beijo,
ahahahahaah... bye bye
Eu gosto de agir corretamente, de acordo com a moral e os costumes e a política. Mas nesse país, se vc disser isso é ridicularizado.
Dá uma corridinha e se joga de cara na parede a 10 ou 15 km/h...depois conta o que aconteceu.
O povo acha que velocidade é brincadeira.
bjo!
Seu pequeno texto me fez lembrar Clarice, uma pequena cronica de como se portam as pessoas que não se dão ao luxo de aprender, será que os vinte anos de direção livrariam esse pequeno taxista da morte? Creio que não! Mas aos que sabem que vinte anos a mais significam que se teve apenas mais tempo de aprender dedico este texto. E quanto a ti querida Aline, persevere em não mais cometer tais infrações.
Até a proxima.
Life's hard when you belong here...
[]s
O mundo é feito também de pessoas como o taxista, infelizmente temos q conviver com isso, os mr. BEEN´S.
Q. na sua proxima vinda aqui, tenha mais sucesso e conforto, aproveitando o lazer q a cidade oferece, por ser acolhedora, abraços e seja benvinda.
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