Sociedade »

[ 13 de Novembro de 2011 | 1 Feedback » | 72 visualizações]

Tudo que os homens fazem, sabem ou experimentam só tem sentido na  medida em que pode ser discutido. (Hannah Arendt, cientista política e filósofa alemã)

Em um país com tantas desigualdades sociais como o Brasil, é difícil aceitar que a riqueza esteja concentrada nas mãos de meia dúzia de pessoas. É difícil aceitar, por exemplo, que haja “proprietários” de latifúndios, enquanto há décadas brasileiros lutam pela distribuição mais justa de terras. É difícil aceitar que a imprensa seja controlada pelos donos dos principais veículos de comunicação, os quais – em grande parte do País – são também políticos. É difícil aceitar, ainda, o falso debate universitário sobre “democracia”.

Num país como o nosso, é ingênuo acreditar que o brasileiro é um povo honesto, hospitaleiro, sensível. Ora, aqui reside um número infinito de gente desonesta, xenófoba, mesquinha, estupidamente preconceituosa, imbecil. A começar pelo caráter aproveitador de cada um, que sempre busca levar vantagem em tudo, desde as pequenas trapaças cometidas por alunos de faculdade para tentar enganar o professor, até situações mais graves. Sensibilidade? É o quê? Assistir ao quadro “De volta para a minha terra”, apresentado na TV, e chorar copiosamente? Ah, quanta enganação!

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Minhas reflexões »

[ 26 de Junho de 2011 | 3 feedbacks » | 615 visualizações]

[...] I guess I might have done something wrong, honey, I'd be glad to admit it... (Maybe by Janis Joplin)

Esta não é uma fase underground. Mas concordo que - se estivesse deprimida - certamente teria cortado os pulsos logo após consumir uma overdose de 30 faixas de Janis Joplin. Músicas doloridas e angustiadas, letras de desespero e de certo tipo de esperança. Lindas... gosto disso. Porque não gosto de nada que me deixe anestesiada, sem a capacidade de sentir as coisas e percebê-las. Deve ser por isso minha aversão a bebidas alcóolicas, à estupidez, à alienação.

As plantas me emocionam muito mais que as pessoas. Pois estas são seres estúpidos e hipócritas. Apenas temos a sorte de, às vezes, conhecer alguém melhorzinho, que até se destaca entre os mortais. Conheço alguns desses, são poucos, é verdade... mas existem. Ah, se algumas pessoas soubessem o quanto eu sei sobre elas; o quanto sei que elas não valem a pena; o quanto sei que elas são medíocres...

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Indicação de Leitura »

[ 8 de Maio de 2011 | 1 Feedback » | 461 visualizações]

Mostrava-se tão triste e tão calma, tão doce ao mesmo tempo e tão reservada, que ao seu lado todos se sentiam tomados por um encanto glacial, como se estremece nas igrejas sob o perfume das flores misturado à frieza dos mármores. (in Madame Bovary, Flaubert, p. 105)

O analista junguiano James Hollis escreveu certa vez que "a brutalidade que já houve no mundo é suficiente para durar eternamente". Ele afirmou isso enquanto discutia questões relacionadas ao patriarcado, à condição perversa imposta a mulheres e homens durante toda a história da humanidade. E penso que ele tem razão.

Em outro momento, enquanto assistia à série C.S.I., especificamente o episódio "Adeus e boa sorte", ouvi a personagem Sara Sidle (Jorja Fox) comentar que, certa vez, pesquisando sobre suicídio, um sobrevivente disse que - enquanto ele pulava de onde estava para se matar - percebeu que todos os seus problemas poderiam se resolver, menos o fato de já ter pulado.

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