Cristianismo »

[ 24 de Outubro de 2012 | 29 feedbacks » | 2181 visualizações]

A face humana é igual à daqueles deuses orientais: várias faces sobrepostas em diferentes planos, e é impossível ver todas elas de uma só vez. (Marcel Proust)

DEUS AMA OS GAYS,
mas isso não é o bastante

por Aline Menezes*

A minha fé (ou as minhas crenças) jamais deverá servir de desculpa para incitar a violência contra quaisquer pessoas que assumam práticas sexuais diferentes das minhas. Pela visão de mundo que sempre busco ter, acompanho com frequência o noticiário e o debate sobre os crimes executados contra os homossexuais, consequentemente, sobre os direitos deles. O que vejo: tolos e fariseus discutindo de maneira leviana questões fundamentais para qualquer país que queira ser democraticamente livre. 

Leia o texto completo »

Protestos »

[ 21 de Setembro de 2012 | 1 Feedback » | 261 visualizações]

Sem entender a televisão, ninguém pode entender a cultura popular americana. Nem a política americana. É ela quem elege os nossos presidentes. (Camille Paglia, escritora estadunidense)

Violência stand up
por Aline Menezes

Casos de Família, apresentado por Christina Rocha e exibido de segunda a sexta-feira pelo SBT, é uma daquelas produções televisivas que nos fazem parecer idiotas, e talvez sejamos mesmo. Tive a infelicidade de assistir ao programa do último dia 17; foram necessários menos de 5 minutos para que eu ficasse perplexa diante do que vi. Não é algo novo o fato de as pessoas serem nacionalmente expostas ao ridículo, nem muito menos que assuntos sérios sejam tratados de modo leviano pelas emissoras de TV. (A propósito, estamos nos referindo a concessões públicas).

Leia o texto completo »

Protestos »

[ 6 de Junho de 2012 | 3 feedbacks » | 139 visualizações]

"Tomar para si o uso do termo "vadias" tem sido uma irreverente estratégia de deboche do preconceito. Parte da exigência de que os direitos das mulheres não podem ser violentados em nenhuma hipótese, seja lá quem ou como for a vítima."

O deboche das vadias

Por Carla Rodrigues
Jornalista e professora da UFF

Não importa quem você é, onde trabalha, como se identifica ou o que veste. Ninguém tem o direito de tocar seu corpo sem seu consentimento. É o que reivindica a Marcha das Vadias, movimento internacional iniciado no Canadá depois de um policial de Toronto pedir às mulheres que não se vestissem como vadias para não serem estupradas. Desde o primeiro protesto, em abril de 2011, o que se vê em Nova York, Boston, Berlim, São Paulo e Rio é a revitalização da pauta feminista, historicamente mobilizada contra a violência. É verdade que as vadias estão nas ruas para pedir mais do mesmo: fim da discriminação contra as mulheres, da violência sexual e da violência doméstica, do tratamento das vítimas como culpadas pela percepção de que os crimes são "naturais" diante do comportamento - ou da altura das saias - daquelas que supostamente provocam os estupradores.

As imagens das marchas mostram jovens com corpos pintados e cartazes que transformaram em slogans divertidos uma agenda política que tem avançado lentamente. Se a pauta é antiga, onde estaria a revitalização?

Leia o texto completo »