[...] Pense por um momento no mundo em que vive um rato. É um mundo sem dúvida hostil. Se um rato passasse pela sua porta da frente neste minuto, o senhor o receberia com hostilidade? (do coronel alemão Hans Landa para o francês Perrier LaPadite, p. 11)
Minha fé não é poética, tampouco acaricio seres repugnantes. Percebo que há ratos e ratos, há espécies invasoras. E outras nem tanto. Escondo-me no assoalho de casa: para fugir não dos roedores, mas de mamíferos de caudas mais curtas e de focinhos arrebitados.
Sim, insisto: minha fé não é poética. Não quero ser recruta, apenas tomar vinho. Ter a sensação da embriaguez que me toca os lábios, mas não me anestesia a consciência. Só os tolos têm raiva da lucidez. Só as criaturas vis nos parecem nocivas; e quanto às outras?
É. Acho que sou garota de sorte, pois a insanidade que me assombra é a mesma leveza que me liberta.
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TARANTINO, Quentin. Batardos inglórios: o roteiro original do filme. Tradução Anna Lim. Barueri (SP): Manole, p. 11, 2009.

7 comentários
Há quanto tempo não nos falamos, né?
Outro dia, fui surpreendido pelo meu filho, Daniel, que acessou seu site,
não sei como, e viu referências elogiosas aos meus poemas.
Obrigado pelo carinho.
Após muita insistência, meu mestrado já está por concluir seu segundo semestre.
Outra coisa, meu livro, que lhe deve muito (a única pessoa que o leu, de fato e descobriu, a tempo, um erro crasso da editora, que salvou a edição), está para entrar em sua sexta edição. Assim que sair, eu lhe digo.
Nessa edição, incluí dicas úteis sobre a nova ortografia, artigo e ensaios, de um modo muito prático.
Abraços,
Jorge Leite
Existem ratos e ratos... quem disse que são todos iguais?!
Que site legal! Espero que não tenha financiamento oficial rsrsrs
Sua veia poética continua pulsante... E de ratos vocês aí em Brasília entendem muito, não!? hahaha
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