A paz já se diluiu rapidamente na luz dos dias vulgares. (Virginia Woolf)
Sob o manto de uma paisagem bucólica, encontro-me densa, profunda, infinita. Atravesso o desejo, impetuoso sempre, sutil, inexplicavelmente sutil. Sinto-o, sinto-me, toco-me. Apenas sabemos a grandeza desta catedral, construída há anos sob a aparência de uma frágil capela. Cada dia, volúpia ingênua, nua. Sobe e desce lentamente, len ta men te. Mais uma vez: nenhuma daquelas experiências me fez sentir tão viva quanto o dia em que... Sim, meus pensamentos ecoam.
Neste corpo cálido, pálido, válido, a embriaguez vulgar dos dias frios. Estas árvores, arbustos, plantas... cenário. Sob o manto de uma paisagem bucólica, encontro-me densa, profunda, infinita. Concentro-me, tento, revolvo a leve loucura deste dia. Intrepidez necessária. Insinuo, diminuo, continuo... Permaneço em silêncio, rio dias a fio, choro, imploro, procuro, admiro. Inquieto-me numa tensão insuportável, portátil.
Sensatez congelante, desnecessária, (...). Medo de tocar a vida, esta já fisgada pelas altas temperaturas de um desejo secreto, obscuro, impuro. Revelo-me: estou presa nesta liberdade que me ajudou a encontrar. Mudanças de tons, girassóis, a sós... Numa melodia desconhecida, carrego noites e noites patéticas, nesta ausência em falta. Sou Frida. Calo-me.

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