NO FRONTIERS
[...] Natureza, deusa do viver / A beleza pura do nascer / Uma flor brilhando à luz do sol / Pescador entre o mar e o anzol [...] (Shimbalaiê, de Maria Gadú)
Repito: seremos sempre inúteis na tentativa de adivinhar a vida. Por mais que nos esforcemos, vez ou outra a gente descobre as fantasias que nos envergonham. Os palavrões ditos em voz baixa.
Também repito: ah, como é difícil lidar com a loucura que existe dentro de nós! São os nossos surtos de humanidade. Pequenas concessões desastrosas. É verdade: se ainda resta beleza em nós, o mundo deixará de nos parecer insípido.
... precisamos admitir: não há anjos entre nós.

8 comentários
E como diria Claire: carinho.
Concordaremos em discordar aqui, mas acho que ainda existem algumas poucas pessoas puras, cujas fantasias que as envergonham são aquelas que gostaríamos de ter para nos acharmos 'normais' ou menos piores. Pessoas inocentes... é isso que chamo de anjo no comentário anterior.
Carinho...
Talvez, e apenas talvez, nossas fantasias tenham sido tanta que face ao verdadeiro, nos sintamos tentados a dar um passo para trás e declinar do convite, mui educadamente, com um 'não, obrigado'.
Agora, até onde isso é ruim, se pode ser libertador? Não sei... Traçar limites invisíveis é muito difícil, então prefiro ter surtos de humanidade, desde que eles não machuquem a quem mais amo. Porque daí eles seriam surtos de "desumanidade".
Comentário aleatório: O título do texto me fez lembrar de uma anime chamado "Gun frontier". =D
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