Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma. (Joseph Pulitzer)
MOVIMENTO CONTRA A CORRUPÇÃO DA MÍDIA
Senhoras e senhores,
Estamos aqui hoje para nos manifestar contra a corrupção, mas não como aqueles que estiveram neste mesmo local no último dia 7 de setembro dizendo que se manifestavam pelo mesmo motivo. O que aquelas pessoas fizeram, na verdade, foi um ato orquestrado por grandes impérios de comunicação e que teve como objetivo favorecer partidos políticos.
Antes de prosseguir, é bom explicar que este Ato Público não pertence a nenhum partido político, a nenhum sindicato, a nenhum grupo de interesse. Foi convocado pelo Movimento dos Sem Mídia, que luta pela democratização da comunicação no Brasil, ou seja, para que essa comunicação não continue na mão de meia dúzia de famílias.
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Mostrava-se tão triste e tão calma, tão doce ao mesmo tempo e tão reservada, que ao seu lado todos se sentiam tomados por um encanto glacial, como se estremece nas igrejas sob o perfume das flores misturado à frieza dos mármores. (in Madame Bovary, Flaubert, p. 105)
O analista junguiano James Hollis escreveu certa vez que "a brutalidade que já houve no mundo é suficiente para durar eternamente". Ele afirmou isso enquanto discutia questões relacionadas ao patriarcado, à condição perversa imposta a mulheres e homens durante toda a história da humanidade. E penso que ele tem razão.
Em outro momento, enquanto assistia à série C.S.I., especificamente o episódio "Adeus e boa sorte", ouvi a personagem Sara Sidle (Jorja Fox) comentar que, certa vez, pesquisando sobre suicídio, um sobrevivente disse que - enquanto ele pulava de onde estava para se matar - percebeu que todos os seus problemas poderiam se resolver, menos o fato de já ter pulado.
Leia o texto completo »[...] um dia empurrando o outro, uma primavera após um inverno e um outono depois de um verão, tudo deslizou pouco a pouco, pedacinho por pedacinho; foi embora, partiu, desceu, quero dizer, pois sempre resta alguma coisa no fundo, assim como... um peso, aqui, no peito! (Sr. Rouault a Charles, Madame Bovary, p. 33)
Às vezes, nem acredito que aquela dor insuportável não existe mais. E não foi o tempo o melhor remédio, foi o esforço, foi a disciplina, foi a determinação, foi a fé. Sinto-me curada. O que me move agora são outras certezas, outros tipos de beleza, outra percepção da vida. Sei que nunca mais voltarei para aquele caminho tão mentiroso, tão cheio de ilusões. Morri um pouco para acordar e perceber o que realmente importa.
Ah, como desejei um dispositivo que me apagasse as lembranças! Ah, como quis ter amnésia! Hoje apenas agradeço que nada disso era possível. Bom mesmo é conviver com esta sensação de que algo em mim mudou, exatamente porque as experiências deixaram marcas. Tão profundas, tão tristes, tão dolorosas. Precisei enterrar algumas coisas. E o fiz pela certeza de que valeria a pena.
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