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GAUCHE

19 de setembro de 2009 818 visualizações 5 feedbacks »

Há em nós qualquer coisa de absoluto, que não pode ser qualificada. É o que a sociedade aborrece e distorce. (Virginia Woolf)


É isto que me move:

saber que todos os minutos se passam, mas de hora em hora.

Por que não aceitam nossas ambivalências?

Por que é necessário simular que não somos contradições?

Por que mentem quanto às nossas ambiguidades?

Anjos e demônios não são produções maniqueístas,

tão-somente.

Não são fantasias de ingênuos e crédulos.

Minhas dúvidas não cabem em mim.

É por isto que tanto luto:

resigno-me.

______
WOOLF, Virginia. O quarto de Jacob. Tradução Lya Luft. São Paulo: Novo Século, 2008, p. 197.

5 comentários

Comentário de: José de Morais [Visitante]
José de MoraisTambém não entendo essa nossa incapacidade de aceitar as coisas/pessoas como são...
21/09/2009 @ 09:53
Comentário de: Walter Cruz [Visitante] Email
Walter CruzPra essa nossa alma bipartida, só mesmo a decisão de ser bom, de fazer o bem, contra todo o mal que nos assola de dentro e de fora.

Que possamos cada um encontrar força seja lá como for para isso.
21/09/2009 @ 16:44
Comentário de: Edison [Visitante]
EdisonMaior ainda é a contradição quando ponderamos que a sociedade somos nós.
24/09/2009 @ 15:16
Comentário de: Ester [Visitante]
EsterOi, Aline... apareci! Rs... ando meio atarefada demais... BJS!
02/10/2009 @ 07:37
Comentário de: Michel Oliveira [Visitante]
Michel Oliveira"Minhas dúvidas não cabem em mim".Minhas dívidas também não!
04/10/2009 @ 00:03

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