6 comentários

Comentário de: lisi [Visitante]
lisiSuper sábia dona Aline! Amei o texto! Muito bom mesmo. Li várias vezes.
Isso parece coisa de quem faz terapia e vai se libertando das amarras que a gente mesmo fez ou os outros fizeram.
Eu sou assim, procuro não causar confusão por medo de desagradar e porque sempre acho que não devo me meter na vida do outro, mas não me acho nada boazinha.
16/03/2009 @ 23:45
Comentário de: José de Morais [Visitante]
José de MoraisGostei. Algumas dessas observações/exortações já me ocorreram. Acho que tem que haver bom senso entre silenciar e sermos nós mesmos. Acho que ninguém deve se impor a outro.
17/03/2009 @ 17:01
Comentário de: Walter Cruz [Visitante] Email
Walter CruzO mundo é feito para as médias (da qual a palavra medíocre compartilha a família). Que o digam os acima (ou abaixo!) da média: os altos, os baixos, os gordos, os extremamente magros, os _____ (encaixe aqui qualquer coisa que não seja a média).

C.S. Lewis (sempre ele!) manifestava em seus escritos o temor de que, em um ambiente dito 'democrático' crianças que tivessem um conhecimento melhor fossem desistimuladas nos seus estudos por sua excelência incomodar os alunos medianos. Aliás, os apelidos que aqueles particularmente estudiosos recebem são um sinal de que seu desempenho fora da média ofende.

E hoje em dia, me parece, se não estiver enganado, que nossa sociedade (ou seja lá o que for!) não favorece o desenvolvimento de uma identidade individual, e a voz do grupo muitas vezes faz calar a voz do indivíduo, e a voz do indíviduo que é calada, pode muito bem ser tão somente a voz da consciência. Tudo colabora pra que, em certo sentido, só possa haver um. E essa unidade não é celestial, mas é nascida na profundeza dos infernos. E pode acontecer que depois do indivíduo ter tentado tantas vezes adequar sua voz a voz do grupo, comece a pensar que sua voz esteja de fato errada, e comece a pensar nas categorias do grupo e da imagem.

A questão da imagem se torna cada vez mais essencial hoje em dia, tanto que para muitas pessoas a maior perda não seria mais a financeira, espiritual, pessoal ou emocional, mas é a perda da imagem dela na sociedade.

Não nos esqueçamos que nossa redenção passa pelo Redentor nu numa cruz.
17/03/2009 @ 22:57
Comentário de: Agnon Fabiano [Visitante]
Agnon FabianoBelo texto! Fez-me lembrar de um trecho do Lewis (sempre ele mesmo, Walter!) que postei há algum tempo. Parte dele diz assim:

"Posso contro­lar meus atos em certa medida, mas não tenho controle direto sobre meu temperamento. Se o que mais importa é o que somos, não o que faze­mos; se, com efeito, o que fazemos é importante sobretudo na medida em que revela o que somos, a con­clusão inescapável a que chego é que a mudança mais urgente a que devo me submeter é uma mudança que meus esforços diretos e voluntários não podem realizar.[...] Depois dos primeiros passos na vida cristã, nos damos conta de que tudo o que realmente precisa mudar na alma só pode ser feito por Deus."

Um abraço.
20/03/2009 @ 00:04
Comentário de: Michel Oliveira [Visitante]
Michel OliveiraOiee, belo texto! Fico a pensar quão tolo é o homem, e quão tolo sou eu por me encaixar em algumas dessas situações. ESpero um dia chegar a estatura de varão perfeito...
24/03/2009 @ 03:12
Comentário de: Marconiedes Araújo [Visitante]
Marconiedes AraújoBelíssimo texto!

29/03/2009 @ 18:58

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