Andréa Dória
Às vezes, parecia que, de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo,
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais:
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro.
Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente,
Quase parecendo te ferir.
Não queria te ver assim
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada.
Às vezes, parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto,
Até chegar o dia em que tentamos ter demais,
Vendendo fácil o que não tinha preço.
Eu sei - é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse
Contra mim.
Nada mais vai me ferir.
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada que segui
E com a minha própria lei.
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais,
Como sei que tens também.
Letra: Renato Russo
Música: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá

4 comentários
E tenho sorte até demais..."
Mas, às vezes, sorte não é o bastante.
Sim, nem sempre sorte é o bastante. Até, Aline
As letras do Renato Russo são na sua maioria melancólicas. Não me identifico muito com esse tipo de poesia, mas ela diz muito do que se passa na cabeça e na vida das pessoas.
Agora, tem uma frase dele que eu gosto muito: "O Sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer". =)
Beijos!
Sim, Rebeca, as músicas dele são melancólicas. Às vezes, não estou a afim de ouvi-las, porém, paradoxalmente, adoro a melancolia e o desespero de Renato. Quanto às letras, aprecio cada vírgula. beijos, Aline
Grata pelo carinho, Eliane. bjs, Aline
Deixe seu comentário