Do meu lado esquerdo, há um pai segurando o filho no colo e um livro infantil nas mãos. O pai lê para o filho a historinha de Max, o carro falante, e das personagens Carolina e Beatriz. O filho, curioso, a cada frase do pai, faz-lhe uma pergunta. Eles ficam assim por algum tempo.
Eu, sentada no chão, escrevendo estas linhas, observo as pessoas em minha volta: algumas estão com os seus notebooks; outras, com as suas inquietações. Alguns lêem revistas, fazem anotações, andam de um lado para o outro. Ou, simplesmente, aguardam a hora do embarque.
O vôo está ...
Leia o texto completo »Sentia-se só. (Não consideremos isso piegas demais para iniciar uma história). Catherine não queria mais ser quem era. Olhava-se no espelho. Quem se importaria com a sua ausência? Tudo parecia estar perdido. Era uma moça comum. Não sei explicar o que significa "ser comum". Ela também não. Na verdade, Catherine não sabe que publicarei a sua história. Por isso, não posso entrar em detalhes. Deduziremos. Algo demasiadamente arriscado.
Catherine nada fizera de significativo na vida. Exceto quando aprendera a fritar ovos. Habilidade desprezível. Pensou. Ouviu dizer que ...
Leia o texto completo »"A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si. De longe via a aléia onde a tarde era clara e redonda. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho. Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, pequenas surpresas entre os cipós. Todo o Jardim triturado pelos instantes mais apressados da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais." (p. 207)
Para nos sentirmos seguros, queremos prever as ações do outro. O outro é ...
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