Às vezes, perder o equilíbrio por amor é parte de uma vida equilibrada. (Ketut Liyer, personagem xamã)
Quando ouvi e, em seguida, li que "o Augusteum é, hoje em dia, um dos lugares mais tranquilos e mais solitários de Roma, enterrado bem fundo no chão", a lembrança de nossas ruínas particulares foi inevitável. E pensar na necessidade de que elas existam, mais ainda.
Organizar o nosso caos interior (se é que faz sentido organizá-lo) é tarefa árdua. E requer de nós, talvez, uma vida inteira. Há loucuras específicas na existência. E resisti-las é possivelmente um milagre.
Leia o texto completo »I wanna a breeze in an open mind / I wanna swim in the ocean / wanna take my time for me, all me. (Maybe tomorrow by Stereophonics)
Lentamente algo se dilui dentro da gente. O desespero da alma desalinhada dá lugar à suavidade de quem respira. Cada um carrega suas dores impronunciáveis e sem vírgulas. Pausas impensadas pela incredulidade. A sensação de que algo se partiu. Rasgos. Ferimentos que nos conduzem à morte, esta certeza inquietante: (...).
Recolho-me porque preciso andar. E não me digam o que é necessário fazer. O silêncio traz encobertas questões traiçoeiras, percepções equivocadas e desonestas. Se encontro conforto, é porque sou tomada pelo inconformismo. Sinto a aceleração destas linhas, que começaram de modo tão ameno.
Leia o texto completo »Cada conexão pode ter vida curta, mas seu excesso é indestrutível. Em meio à eternidade dessa rede imperceptível, você pode se sentir seguro diante da fragilidade irreparável de cada conexão singular e transitória. (Bauman, p. 79)
A fugacidade das experiências meramente virtuais são como sexo pago: pouco importa quem é o "eu" do outro lado, você quer mesmo é o gozo da performance mecânica e não muito demorada. E é por isso que aprendo com Lacroix: a primeira das paixões da alma é a admiração. Se alguém não lhe admira, não perca seu tempo nem amarrote seu espírito insistindo numa aproximação, pois certamente ela será defeituosa, estúpida e cínica.
Há inúmeras possibilidades de desmonte da autoestima. Uma delas é quando o outro está com você por um tipo de ganho secundário. Se, para cada pergunta que você lança, o outro responde "tanto faz", esteja certo de que essa apatia é o sintoma concreto de quem acumula opiniões reprimidas. Tão logo mostre-se possível, o outro provará que o "tanto faz" era só pra você. E assim ele se torna convenientemente acessível para os demais, achando toda imagem charmosa e bela.
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