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BREAKDOWN (BY JACK JOHNSON)

6 de novembro de 2007 293 visualizações 5 feedbacks »

"Time is just a melody... Wanna break on down... But i can't stop now."

Preservar-se: defender-se, proteger-se, resguardar-se. Livrar-se de algum mal; manter-se livre de corrupção, perigo ou dano; conservar-se.

"Um desenho humorístico publicado há alguns anos mostrava um homem e uma mulher fazendo amor na posição dos cães. Enquanto se desenrola o ato sexual, o homem pergunta a sua parceira: "Que tal darmos um passeio no domingo que vem?" "Ah, não, nós não nos amamos o bastante para isso", responde a mulher.

Esse diálogo ilustra um certo desvirtuamento da vida amorosa que se seguiu à revolução sexual dos anos 1960 e 1970. A expressão do sentimento, a admiração pelo ser amado, a sublimação da relação com o outro e o colóquio amoroso foram freqüentemente ofuscados pela busca de sensações. Para muitos indivíduos, o ritual do galanteio e da conversa sedutora deu lugar a uma libertinagem desprovida de poesia, que culmina no coquetel sadomasoquista/droga/troca de parceiros. O culto do orgasmo substituiu o mapa do País da Ternura*."
(LACROIX, 2006, pp. 153 e 154)

A vida está além dos deslumbramentos. Reconhecer-se enquanto ser implica produzir no outro a possibilidade de ser indivíduo. Nesta terra de gigantes, olhar o outro deixou de ser um esforço possível. Mas há aqueles que sobrevivem ao abandono. Não porque são os mais fortes, mas porque aprenderam que...

... o tempo é apenas uma melodia.

Se quiser, ouça Breakdown...

__________________
* Em Clélie, romance escrito em 1654-1660 em colaboração com Georges de Scudéry, sua irmã, Madeleine Scudéry, desenhou a célebre "carte du Tendre", mapeando o país ou o reino da ternura (le Royaume du Tendre).

LACROIX, Michel. O culto da emoção. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2006.

5 comentários

Comentário de: Rebeca [Visitante] Email
RebecaOlá Aline. Estou aqui e estou bem. Apenas um pouco distante dos blogs, mas estou aqui. :)
Eu poderia dizer várias coisas sobre esse post, mas vou dizer apenas que acho que o mundo, e consequentemente as pessoas, não estão piores, só está tudo ridiculamente diferente. Porque quanto mais eu leio sobre a história mais eu vejo que desde as épocas mais antigas a ternura é confundida com outras coisas e que poucas pessoas sabem que o Amor de verdade não dói.
Beijos!

Muitas coisas mudaram, Rebeca. Muitas coisas... A história se repete... como sabemos!!!! Fico feliz que esteja de volta... beijos, Aline
07/11/2007 @ 23:12
Comentário de: Nádia [Visitante] Email
NádiaDói, o amor verdadeiro dói sim. Sem conflitos não há crescimento, isso é inerente a nós seres humanos. Qualquer coisa diferente disso é pura ilusão, fantasia. A vida é dura e dolorida, mas isso é que nos faz perceber o quão maravilhosa é essa aventura de viver. Projetamos nos outros nossas crenças, experiências e esperamos, lutamos para que sejamos correspondidos, mas nós mesmo muitas vezes só correspondemos muito pouco do que esperamos ser enquanto ser. O amor, a amizade, o companheirismo, o cuidado com o outro existe sim. Encontramos isso em cada esquina, em cada lar, em cada faculdade. Temos que estar atentos sim, para não olharmos só o lado negativo das coisas. Sempre poderemos tirar proveito das tempestades que acontecem em nossas vida. Cuidado, somos especiais e viveremos coisas especiais com pessoas especiais, mas temos que ter em mente que as pessoas sempre nos decepcionarão e nós a elas.
Grande beijo
Nádia

Sim, Nádia, você tem razão. Sem dor, não haverá crescimento. E é preciso, sim, olharmos para os lados. beijos, Aline
09/11/2007 @ 16:17
Comentário de: The Fool [Visitante] Email
The FoolSweet

Grata pela visita. bjs, Aline
13/11/2007 @ 17:47
Comentário de: Rebeca [Visitante] Email
RebecaOlá Nádia. :) Tudo bem? Deixa eu tentar explicar o que eu quis dizer com "o Amor de verdade não dói".
Entendo que na vida há dor, com certeza que há, mas quando eu falo que o Amor não dói quis dizer algo diferente...
Você observou bem que vamos nos decepcionar e que vamos decepcionar outras pessoas. Mas quando dói, não é o Amor que está doendo, o que está doendo é a nossa decepção. O que estou querendo dizer é que dor é um sentimento, e Amor é outro. Eles podem coexistir (e muitas vezes coexistem), mas um não é dependente do outro.
Por exemplo, quando um bebê chora ele está decepcionado por algum motivo (seja fome, sono, etc.). Mas quando a mãe sai depressa para atendê-lo com todo o Amor e dedicação ela não espera que o bebê tenha nenhum gesto consciente de gratidão. Houve a dor (decepção por parte do bebê) e o Amor (por parte da mãe). E cada um desses sentimentos se manifestaram independente da existência do outro. Ou seja, o que dói é a nossa expectativa frustrada, não o Amor. Isso que quis dizer. :)
Beijinhos pra você e pra Aline.

Perspectivas... perspectivas diferentes... beijos, Aline
14/11/2007 @ 00:47
Comentário de: Rebeca [Visitante] Email
RebecaExatamente Aline. Perspectivas diferente. Apenas isso. :)
14/11/2007 @ 14:25

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