ALIENAÇÃO COMPORTAMENTAL DOS ENCONTROS EFÊMEROS
Ouvi um homem (algum especialista em "mulheres") explicar de que maneira os "chavequeiros" deveriam se comportar numa balada, na hora de azarar uma gatinha. Uma das pérolas ensinadas pelo "expert em chavecar" é a de que o boy não deve, sob hipótese alguma, deixar que uma garota o perceba chavecando a outra. Que coisa, não!? O argumento é: da mesma forma que as gatinhas têm o direito de escolher entre tantos o seu favorito, os caras também têm o direito de ir à luta.
Em seguida, o "professor" afirma que o cara precisa ter muito bom humor. As gracinhas precisam, de fato, ter graça... E por aí vai! Depois de escutar essas belíssimas explicações, pensei em coisas simples...
(Neste momento, sou obrigada a ouvir o meu vizinho com a sua sessão de fim de semana do Karaokê. Sinceramente, é irritante, para não falar palavras obscenas)
... já ouvi dizer que tudo nesta vida é efêmero, inclusive os encontros (às vezes, gosto das redundâncias). Será que essa célebre frase é para justificar a irresponsabilidade com a qual muitos encaram o seu dia-a-dia? Não sei. Penso que Pink & Cérebro deveriam dominar o mundo. Tudo seria mais engraçado.
É ÓBVIO que ninguém precisa casar-se com a primeira pessoa que lhe tascou um beijo. Longe de mim essa tolice. E a Inglaterra do século XIX já passou. A minha inquietação é saber que muitos de nós estamos alienados sob o argumento de que somos livres. Alguns de nós parecem não se importar com questões básicas de convivência social: o respeito pelo outro; a honestidade para com o outro; a admiração pelo outro; o conhecer o outro de uma maneira menos comprometida (ou comprometedora)...
Esquecem-se de que liberdade deveria gerar conforto, não alienação:
eis a angústia dos 'encontros efêmeros'.

6 comentários
A liberdade deveria mesmo gerar conforto. Mas ela é docemente assustadora :)
Digo, na verdade, nem sabemos ao certo o que é liberdade... Enfim, é a vida!
são tantas as questões envolvidas nestas "efemeridades", que canso só de pensar.
ao mesmo tempo, sem nem precisar colocar meus óculos, fico feliz em encontrar em vc e no digo um sinal de q algo mais pode e está dando certo.
beijo pros 2 e parabéns pela nova casa.
como dizia o Renato: "força sempre!"
ricardo.
Ricardo, adorei sua visita. Faz tanto tempo q não nos vemos pela net! Sobre o post, eu tb me canso só de pensar nas questões de "efemeridades". Obrigada pelo comment. Rodrigo manda outro abraço. bjs,
Há tantas "efemeridades" na vida, né? "Professor" que ensina a chavecar é o máximo. rs Um dia uma conhecida minha de 17 anos estava contando que já tinha beijado 50 garotos, fez uma lista com o nome dos 47 e no lugar de 3 nomes haviam 3 "x". Ela contou como se isso fosse uma coisa linda e maravilhosa, uma vantagem. Bem, devo dizer que até hoje tento pensar em qual a vantagem de ter beijado 47 garotos e 3 "x" e ainda não consegui achar nenhuma. Tentei também pensar em qual a vantagem de "listar" e depois propagar os beijados e ainda não achei nenhuma... Será que sou "conservadora"? Hum... Eis aí uma questão a ser pensada... rs
Beijos!
Rebeca, estou boa sim, graças a Deus! Sobre essa garota, conheço casos parecidos. O q mais me "impressiona" (não sei se essa seria a palavra mais adequada) é perceber q coisas assim são contadas como se fossem O MAIOR PRAZER DO MUNDO. Como vc já repetiu algumas vezes, "cada um é cada um", né? Uma vez, numa consulta, o médico me perguntou: você fuma? você bebe? tem algum vício? tem namorado? Como eu havia respondido "não" a todas as questões, ele disse: "Mas você é tão jovem, tem q aproveitar mais a vida!"... Dãããããããããã!!! Ai ai... beijos,
Um forte abraço!!!!
Osmária, finalmente, vc apareceu, né? Sempre q puder e quiser, visite-em... beijos, Aline
honesto dá trabalho.
Muitos não querem ter trabalho...aliás, muitos não valem
o trabalho.
Beijo Line.
Eu gosto de pessoas honestas, que têm prazer na transparência, q abominam a dissimulação e o fingimento... Às vezes, sinto no ar quando alguém pouco se importa com essas questões. beijos,
Isso q vc descreve é uma das caracteristica do q estamos nomeando de pós modernidade , a época do homem sem vínculos, apesar de se achar o “Bambambam” , não passa de um ansioso desejoso de ser amado, com medo das consequências e do trabalho disso, e como diria Lewis guardando o coração na esquife de seu egoímso, é tão fácil apertar a tecla delete qd é conveniente , aliás esse também é o período da conveniência , pena não ser o período de pessoas mais saudaveis e felizes , junto com essa caracteristica (uma dentre tantas) poderíamos falar de tantas doenças pós modernas , doenças do fisico e da alma, ou doenças da alma se refeltindo no fisico. bjão
Excelente reflexão
A pedidos de minha amiga, estou aqui para comentar o seu
comment: (1) é isto mesmo: vc terá muito com o q trabalhar.
(2) lamento q nesta "pós modernidade" o homem se esqueça
de ser humano e aprecie tanto a "máquina" q registra
as dores da alma. (3) não tenho mais o q pontuar :P beijos
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