"A ALMA DO OUTRO É UMA FLORESTA ESCURA." (Rainer Maria Rilke)
... ainda acho que não sabemos sentir. Nada mais desconfortável para uma alma sensível do que se deparar com o enrijecer do outro. Faltam-nos muitas coisas. Falta-nos esforço para sermos quem, de fato, somos. Falta-nos coragem para ficarmos nus. Falta-nos sensatez para tirarmos as máscaras. Falta-nos viver.
... por isso, acho que não sabemos sentir. Enriquece quem se perdoa. Quem aceita, sem frescuras, sua condição de imperfeito. Empobrece quem se compara à perfeição. Porque ela nos interrompe a vida.
"No relacionamento amoroso, familiar ou amigo, acredito que partilhar a vida com alguém que valha a pena é enriquecê-la. Permanecer numa relação desgastada é suicídio emocional, é desperdício de vida." (Lya Luft)
_________
NOTA: as citações (que estão entre aspas) deste post, a começar pelo título, foram extraídas do artigo "A alma do outro", de Lya Luft (coluna Ponto de Vista), publicado na revista Veja, edição 2005, ano 40, nº 16.

9 comentários
Acho que preciso ler Aristóteles novamente. Sempre que quiser, apareça por aqui. abraços, Aline
Ahahahahah Essa história do paradoxo já está superada! abçs, Aline
Achei interessante você citar que enriquece quem aceita sua condição de imperfeito. Lembro-me que recentemente numa conversa com uma amiga ela disse que, num relacionamento, a diferença entre o sapo e o príncipe é a aceitação. Quando aceitamos o outro do jeito que é, ele se torna o príncipe.
Beijos!
Pois é, Rebeca, ultimamente, tenho pensado muito em nossa condição de imperfeitos. Por mais que saibamos o quanto somos falhos, mesquinhos e dispersos, o nosso "erro" ainda nos surpreende. Creio, ainda, que somente podemos aceitar "o outro" (independentemente da relação que temos com esse outro), quando esse outro vale a pena ser aceito. E como sabemos que vale a pena? Não sei. Vou seguindo minha intuição... beijos, Aline
Hum... então, vou lá conferir. bjs
Ester, não se aflinja. Na verdade, não sabemos. Mas uns tentam mais q outros. Eu acho! beijos
Beijos!
Também, Rebeca. Também deve ser verdade isto: "aceitamos o outro quando aprendemos a aceitar a nós mesmos". beijos, Aline
Vamos por o projeto em prática?
Beijos!
Rebeca, honestamente falando, não sei se estou em condições de me comprometer com mais algum "trabalho". Desde que voltei a estudar, tenho me dedicado bastante (e quase em tempo integral) à pós-graduação. Só uma correção: quem propôs a revista digital foi você, esqueceu, mocinha? Mas podemos discutir melhor isso. De preferência, por email. Não vamos dar idéia aos curiosos de plantão. Já pensou se roubam nossa idéia? :P
Bom, gostei do seu post e mais ainda da frase de Lya Luft ao final dele. Já passei por algumas relações (amizades) desgastantes e isso é um desperdício de vida e de energia. Você fica exausto, é tanto esforço que você se esgota.
É isso
Beijos,
Duka, não tenho culpa se você se descuidou :P rs É verdade: há relacionamentos desgastantes, mas não nos esqueçamos de que há também boas relações. Há experiências que valem a pena. beijos
bzÔ***
Deixe seu comentário