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		<title>Aline Menezes</title>
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			<title>soul</title>
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			<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 16:43:00 +0000</pubDate>			<dc:creator>Aline Menezes</dc:creator>
			<category domain="alt">Músicas</category>
<category domain="main">Minhas reflexões</category>			<guid isPermaLink="false">1269@http://alinemenezes.com/</guid>
						<description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[...] E o país do swing&lt;br /&gt;é o país da contradição...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(Jack soul brasileiro by Lenine)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Para compor esta segunda-feira, que reúne lembranças secretas de minha adolescência numa cidadezinha qualquer, uma &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=iVcVS1OPWR8&quot;&gt;&quot;música de Lenine&quot;.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em dias que antecedem as eleições 2010, momentos decisivos para os rumos de um país com tantas contradições como o nosso,  é bom abrir espaço  para algumas notas musicais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;... e isso sossega minha alma.&lt;/p&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><em><strong>[...] E o país do swing<br />é o país da contradição...</strong><strong><br /></strong></em>(Jack soul brasileiro by Lenine)</p>
</blockquote>
<p>Para compor esta segunda-feira, que reúne lembranças secretas de minha adolescência numa cidadezinha qualquer, uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iVcVS1OPWR8">"música de Lenine".</a></p>
<p>Em dias que antecedem as eleições 2010, momentos decisivos para os rumos de um país com tantas contradições como o nosso,  é bom abrir espaço  para algumas notas musicais.</p>
<p></p>
<p></p><p>... e isso sossega minha alma.</p>]]></content:encoded>
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			<title>patience</title>
			<link>http://alinemenezes.com/patience</link>
			<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 19:57:00 +0000</pubDate>			<dc:creator>Aline Menezes</dc:creator>
			<category domain="alt">Músicas</category>
<category domain="main">Minhas reflexões</category>			<guid isPermaLink="false">1268@http://alinemenezes.com/</guid>
						<description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[...] Enquanto o tempo acelera e pede pressa&lt;br /&gt;Eu me recuso, faço hora, vou na valsa&lt;br /&gt;A vida é tão rara... &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(Paciência by Lenine)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Ainda é necessário inquietar-se, lutar contra tudo aquilo que interrompe ou aniquila o nosso espírito... Sim, Caio tem razão: entre nós, há equívocos com tanta beleza e aparência de verdade! Serão a frieza, a hipocrisia, a arrogância e a falta de afetividade implacáveis neste século?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finge e mascara, cinge as máscaras. Corre-se o risco de ficar impermeável. E há quem de nada reclame, como se isso fosse nobre, como se o silêncio fosse sempre sábio. Ah, cansei desse tipo de gente! Gosto mesmo é de quem se inquieta, mas também respira, de quem percebe - sem olhos de assombro ou compaixão desmedida - as diferenças.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sigo o caminho sem a inocência da infância, mas preservando a esperança de um outro amanhã. Eu também sei entardecer as minhas dores. E aprendo o quanto elas me foram importantes até aqui. Reuni-las é o mesmo que torná-las poesia. E é disso que gosto!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porque hoje sussurro gratidão.&lt;/p&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><em><strong>[...] Enquanto o tempo acelera e pede pressa<br />Eu me recuso, faço hora, vou na valsa<br />A vida é tão rara... </strong></em>(Paciência by Lenine)</p>
</blockquote>
<p>Ainda é necessário inquietar-se, lutar contra tudo aquilo que interrompe ou aniquila o nosso espírito... Sim, Caio tem razão: entre nós, há equívocos com tanta beleza e aparência de verdade! Serão a frieza, a hipocrisia, a arrogância e a falta de afetividade implacáveis neste século?</p>
<p>Finge e mascara, cinge as máscaras. Corre-se o risco de ficar impermeável. E há quem de nada reclame, como se isso fosse nobre, como se o silêncio fosse sempre sábio. Ah, cansei desse tipo de gente! Gosto mesmo é de quem se inquieta, mas também respira, de quem percebe - sem olhos de assombro ou compaixão desmedida - as diferenças.</p>
<p>Sigo o caminho sem a inocência da infância, mas preservando a esperança de um outro amanhã. Eu também sei entardecer as minhas dores. E aprendo o quanto elas me foram importantes até aqui. Reuni-las é o mesmo que torná-las poesia. E é disso que gosto!</p>
<p></p>
<p></p><p>Porque hoje sussurro gratidão.</p>]]></content:encoded>
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			<title>hungry</title>
			<link>http://alinemenezes.com/hungry</link>
			<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 04:06:00 +0000</pubDate>			<dc:creator>Aline Menezes</dc:creator>
			<category domain="alt">Notícias</category>
<category domain="alt">Sociedade</category>
<category domain="alt">Política</category>
<category domain="main">Protestos</category>			<guid isPermaLink="false">1267@http://alinemenezes.com/</guid>
						<description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[...] Eu, no entanto, aprendi a amar no cárcere. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(trecho do poema Adolescente by Vladimir Maiakovski)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;p&gt;A fome no mundo afeta hoje um bilhão de pessoas. Para pressionar os governos e mobilizar as sociedades, está disponível na internet a campanha &lt;a href=&quot;http://www.1billionhungry.org&quot;&gt;&quot;1 billion hungry&quot;&lt;/a&gt;. Ela foi apresentada em Brasília, nesta semana, pelo representante regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para América Latina e Caribe, José Graziano da Silva, durante a XVII Reunião Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Participe da campanha &lt;a href=&quot;http://www.1billionhungry.org&quot;&gt;&quot;1 billion hungry&quot;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><em><strong>[...] Eu, no entanto, aprendi a amar no cárcere. </strong></em>(trecho do poema Adolescente by Vladimir Maiakovski)</p>
</blockquote>
<p><p>A fome no mundo afeta hoje um bilhão de pessoas. Para pressionar os governos e mobilizar as sociedades, está disponível na internet a campanha <a href="http://www.1billionhungry.org">"1 billion hungry"</a>. Ela foi apresentada em Brasília, nesta semana, pelo representante regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para América Latina e Caribe, José Graziano da Silva, durante a XVII Reunião Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).</p></p>
<p></p><p>Participe da campanha <a href="http://www.1billionhungry.org">"1 billion hungry"</a>.</p>]]></content:encoded>
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			<title>things</title>
			<link>http://alinemenezes.com/things</link>
			<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 11:52:00 +0000</pubDate>			<dc:creator>Aline Menezes</dc:creator>
			<category domain="main">Sociedade</category>			<guid isPermaLink="false">1266@http://alinemenezes.com/</guid>
						<description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A idiossincrasia do espírito lírico contra a prepotência das coisas é uma forma de reação à coisificação do mundo, à dominação das mercadorias sobre os homens, que se propagou desde o início da Era Moderna e que, desde a Revolução Industrial, desdobrou-se em força dominante da vida. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(Theodor W. Adorno &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Palestra sobre lírica e sociedade)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;O que nos ataca? O que nos envilece? O que nos adultera? É possível nos mantermos íntegros por aqui? O que deforma a nossa essência enquanto humanos? E é claro que faz sentido a afirmação de Marx de que o capitalismo é hostil à arte e à cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Permaneço protozoariamente inquieta: solitária e colonial. Esse movimento que faço comprova o que já fora dito: as palavras não são apenas arbitrárias...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eis aí o meu inocente plágio que me desmascara. Mas não me desumaniza.&lt;/p&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><em><strong>A idiossincrasia do espírito lírico contra a prepotência das coisas é uma forma de reação à coisificação do mundo, à dominação das mercadorias sobre os homens, que se propagou desde o início da Era Moderna e que, desde a Revolução Industrial, desdobrou-se em força dominante da vida. </strong></em>(Theodor W. Adorno <em>in</em> Palestra sobre lírica e sociedade)</p>
</blockquote>
<p>O que nos ataca? O que nos envilece? O que nos adultera? É possível nos mantermos íntegros por aqui? O que deforma a nossa essência enquanto humanos? E é claro que faz sentido a afirmação de Marx de que o capitalismo é hostil à arte e à cultura.</p>
<p>Permaneço protozoariamente inquieta: solitária e colonial. Esse movimento que faço comprova o que já fora dito: as palavras não são apenas arbitrárias...</p>
<p></p>
<p></p><p>Eis aí o meu inocente plágio que me desmascara. Mas não me desumaniza.</p>]]></content:encoded>
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			<title>desire</title>
			<link>http://alinemenezes.com/desire</link>
			<pubDate>Wed, 26 May 2010 18:45:00 +0000</pubDate>			<dc:creator>Aline Menezes</dc:creator>
			<category domain="alt">Músicas</category>
<category domain="main">Homo sapiens</category>			<guid isPermaLink="false">1262@http://alinemenezes.com/</guid>
						<description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I hurt myself today&lt;br /&gt;To see if still feel...&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(Hurt by Johnny Cash)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;A metáfora de soltar as velas e navegar longe é o que há de mais delicado para ser dito quando não sabemos exatamente como dizer. Se o que me envolve exige prudência e sensatez, então que me resta senão confiar no caminho sem sortilégios? Sim, já entendi que não posso controlar as circunstâncias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Permaneço à procura de formas diferentes de viver e sobreviver às minhas transgressões. Esta é a minha existência devassamente santa: revelo minhas misérias cotidianas e históricas, pessoais e impessoais; busco ser honesta, cinicamente honesta. Encontro o caminho desta relativa liberdade. Encontro a cura. Encontro a gratidão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E sigo: como se eu pudesse silenciar o que sinto...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... como se eu pudesse conter os m... desej.. incontroláv...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;impronunciáveis.&lt;/p&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><em><strong>I hurt myself today<br />To see if still feel...</strong><strong><br /></strong></em>(Hurt by Johnny Cash)</p>
</blockquote>
<p>A metáfora de soltar as velas e navegar longe é o que há de mais delicado para ser dito quando não sabemos exatamente como dizer. Se o que me envolve exige prudência e sensatez, então que me resta senão confiar no caminho sem sortilégios? Sim, já entendi que não posso controlar as circunstâncias.</p>
<p>Permaneço à procura de formas diferentes de viver e sobreviver às minhas transgressões. Esta é a minha existência devassamente santa: revelo minhas misérias cotidianas e históricas, pessoais e impessoais; busco ser honesta, cinicamente honesta. Encontro o caminho desta relativa liberdade. Encontro a cura. Encontro a gratidão.</p>
<p></p>
<p></p><p>E sigo: como se eu pudesse silenciar o que sinto...</p>
<p>... como se eu pudesse conter os m... desej.. incontroláv...</p>
<p>impronunciáveis.</p>]]></content:encoded>
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			<title>own</title>
			<link>http://alinemenezes.com/own</link>
			<pubDate>Thu, 06 May 2010 11:56:00 +0000</pubDate>			<dc:creator>Aline Menezes</dc:creator>
			<category domain="main">Músicas</category>
<category domain="alt">Minhas reflexões</category>			<guid isPermaLink="false">1258@http://alinemenezes.com/</guid>
						<description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;[...] Skating around the truth who I am&lt;br /&gt;but I know, dad, the ice is getting thin&lt;br /&gt;[...] When you gonna make up your mind&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Cause things are gonna change so fast... &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(Winter by Tori Amos)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Ao som da melodia suave e perturbadora, reúno mais uma vez minhas lembranças de infância. Cheiro de terra molhada, crianças correndo descalças e o casal de vizinhos de cabelos grisalhos ou brancos. Envolvo-me com o inverno particular que hoje me assombra. Recorro a imagens de uma época em que...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre &lt;em&gt;A room of one&#039;s own&lt;/em&gt; e tantas outras leituras e biografias, suicídio e disfarces de mulheres escritoras que utilizavam pseudônimos masculinos, misturo recordações e responsabilidades de uma vida que insiste em me tocar. Sinto exatamente o que ouço. Mentira! Alguns sentidos estão dormentes. Mortificados porque.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Numa noite semelhante a de alguns dias: tudo imóvel, empoeirado, tapete sujo, paredes e cortinas que me escondem do movimento nas ruas. Apenas um lápis, cópias, anotações de palavras e ideias, repetições de tantas outras coisas. Este é o meu mundo: sou eu quem o experimenta. Inquietações silenciosas; interrupções necessárias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Respiro e paro.&lt;/p&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><em><strong>[...] Skating around the truth who I am<br />but I know, dad, the ice is getting thin<br />[...] When you gonna make up your mind</strong><strong><br />Cause things are gonna change so fast... <br /></strong></em>(Winter by Tori Amos)</p>
</blockquote>
<p>Ao som da melodia suave e perturbadora, reúno mais uma vez minhas lembranças de infância. Cheiro de terra molhada, crianças correndo descalças e o casal de vizinhos de cabelos grisalhos ou brancos. Envolvo-me com o inverno particular que hoje me assombra. Recorro a imagens de uma época em que...</p>
<p>Entre <em>A room of one's own</em> e tantas outras leituras e biografias, suicídio e disfarces de mulheres escritoras que utilizavam pseudônimos masculinos, misturo recordações e responsabilidades de uma vida que insiste em me tocar. Sinto exatamente o que ouço. Mentira! Alguns sentidos estão dormentes. Mortificados porque.</p>
<p></p>
<p></p><p>Numa noite semelhante a de alguns dias: tudo imóvel, empoeirado, tapete sujo, paredes e cortinas que me escondem do movimento nas ruas. Apenas um lápis, cópias, anotações de palavras e ideias, repetições de tantas outras coisas. Este é o meu mundo: sou eu quem o experimenta. Inquietações silenciosas; interrupções necessárias.</p>
<p>Respiro e paro.</p>]]></content:encoded>
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			<title>all free</title>
			<link>http://alinemenezes.com/all-free</link>
			<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 19:57:00 +0000</pubDate>			<dc:creator>Aline Menezes</dc:creator>
			<category domain="alt">Cinema</category>
<category domain="alt">Músicas</category>
<category domain="main">Minhas reflexões</category>			<guid isPermaLink="false">1253@http://alinemenezes.com/</guid>
						<description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I wanna a breeze in an open mind&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; / I wanna swim in the ocean / wanna take my time for me, all me&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(Maybe tomorrow by Stereophonics)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Lentamente algo se dilui dentro da gente. O desespero da alma desalinhada dá lugar à suavidade de quem respira. Cada um carrega suas dores impronunciáveis e sem vírgulas. Pausas impensadas pela incredulidade. A sensação de que algo se partiu. Rasgos. Ferimentos que nos conduzem à morte, esta certeza inquietante: (...).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recolho-me porque preciso andar. E não me digam o que é necessário fazer. O silêncio traz encobertas questões traiçoeiras, percepções equivocadas e desonestas. Se encontro conforto, é porque sou tomada pelo inconformismo. Sinto a aceleração destas linhas, que começaram de modo tão ameno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diacho de maturidade insuportável! Minha ingenuidade está na mediocridade do que escrevo. Levo adiante esta nudez descarada e irresponsável. Única forma de me libertar de mim. E eles não entendem: os meus versos se repetem porque não consigo resolvê-los.&lt;/p&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><em><strong>I wanna a breeze in an open mind</strong><strong> / I wanna swim in the ocean / wanna take my time for me, all me</strong></em><strong><em>. </em></strong>(Maybe tomorrow by Stereophonics)</p>
</blockquote>
<p>Lentamente algo se dilui dentro da gente. O desespero da alma desalinhada dá lugar à suavidade de quem respira. Cada um carrega suas dores impronunciáveis e sem vírgulas. Pausas impensadas pela incredulidade. A sensação de que algo se partiu. Rasgos. Ferimentos que nos conduzem à morte, esta certeza inquietante: (...).</p>
<p>Recolho-me porque preciso andar. E não me digam o que é necessário fazer. O silêncio traz encobertas questões traiçoeiras, percepções equivocadas e desonestas. Se encontro conforto, é porque sou tomada pelo inconformismo. Sinto a aceleração destas linhas, que começaram de modo tão ameno.</p>
<p></p>
<p></p><p>Diacho de maturidade insuportável! Minha ingenuidade está na mediocridade do que escrevo. Levo adiante esta nudez descarada e irresponsável. Única forma de me libertar de mim. E eles não entendem: os meus versos se repetem porque não consigo resolvê-los.</p>]]></content:encoded>
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			<title>luna</title>
			<link>http://alinemenezes.com/luna</link>
			<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 03:09:00 +0000</pubDate>			<dc:creator>Aline Menezes</dc:creator>
			<category domain="alt">Citações</category>
<category domain="main">Foreign literature</category>			<guid isPermaLink="false">1250@http://alinemenezes.com/</guid>
						<description>&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nada pode durar tanto, não existe nenhuma recordação que, por intensa que seja, não se apague. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(Juan Rulfo, Pedro Páramo, p. 107)&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Exceto pelo barulho que ouço, esta noite está silenciosa. Lembro-me, apesar das falhas, de quando andava pelas ruas de minha  pequena cidade. As coisas eram maiores naquela época; as casas eram mais distantes. O tempo não parecia tão sufocado, muito menos apressado. Tudo parecia bom. Mas, no fundo, eu sentia as emoções bem de perto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Talvez desde sempre houvesse esta necessidade de me inquietar: algo sem nome; sem precisão; sem aparência. Vez ou outra, apego-me ao que ainda será. Transito entre aqueles espaços largos da avenida onde quase nasci e a agradável sensação de estar nesta arquitetura do cerrado. Prefiro esta minha incansável inexatidão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acho que não mais me importo - adoro a esperança que me toma. Aos poucos, essas e outras memórias se vão, dando lugar a questões e sentimentos mais profundos. E é disso que gosto! Há um tipo de leveza que me atrai: revolvo meus encantamentos. Só eu sei quem sou. E, ainda assim, corro o risco de estar enganada. Tento definir a percepção. E descubro a intensidade do que absorvi em instantes...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;______&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RULFO, Juan. &lt;em&gt;Pedro Páramo&lt;/em&gt;. Tradução e prefácio de Eric Nepomuceno. Rio de Janeiro: BestBolso, 2008, p. 107.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p><strong><em>Nada pode durar tanto, não existe nenhuma recordação que, por intensa que seja, não se apague. </em></strong>(Juan Rulfo, Pedro Páramo, p. 107)</p>
</blockquote>
<p>Exceto pelo barulho que ouço, esta noite está silenciosa. Lembro-me, apesar das falhas, de quando andava pelas ruas de minha  pequena cidade. As coisas eram maiores naquela época; as casas eram mais distantes. O tempo não parecia tão sufocado, muito menos apressado. Tudo parecia bom. Mas, no fundo, eu sentia as emoções bem de perto.</p>
<p>Talvez desde sempre houvesse esta necessidade de me inquietar: algo sem nome; sem precisão; sem aparência. Vez ou outra, apego-me ao que ainda será. Transito entre aqueles espaços largos da avenida onde quase nasci e a agradável sensação de estar nesta arquitetura do cerrado. Prefiro esta minha incansável inexatidão.</p>
<p></p>
<p></p><p>Acho que não mais me importo - adoro a esperança que me toma. Aos poucos, essas e outras memórias se vão, dando lugar a questões e sentimentos mais profundos. E é disso que gosto! Há um tipo de leveza que me atrai: revolvo meus encantamentos. Só eu sei quem sou. E, ainda assim, corro o risco de estar enganada. Tento definir a percepção. E descubro a intensidade do que absorvi em instantes...</p>
<p>______<br /><strong>RULFO, Juan. <em>Pedro Páramo</em>. Tradução e prefácio de Eric Nepomuceno. Rio de Janeiro: BestBolso, 2008, p. 107.</strong></p>]]></content:encoded>
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