I wanna a breeze in an open mind / I wanna swim in the ocean / wanna take my time for me, all me. (Maybe tomorrow by Stereophonics)
Lentamente algo se dilui dentro da gente. O desespero da alma desalinhada dá lugar à suavidade de quem respira. Cada um carrega suas dores impronunciáveis e sem vírgulas. Pausas impensadas pela incredulidade. A sensação de que algo se partiu. Rasgos. Ferimentos que nos conduzem à morte, esta certeza inquietante: (...).
Recolho-me porque preciso ...
Leia o texto completo »Nada pode durar tanto, não existe nenhuma recordação que, por intensa que seja, não se apague. (Juan Rulfo, Pedro Páramo, p. 107)
Exceto pelo barulho que ouço, esta noite está silenciosa. Lembro-me, apesar das falhas, de quando andava pelas ruas de minha pequena cidade. As coisas eram maiores naquela época; as casas eram mais distantes. O tempo não parecia tão sufocado, muito menos apressado. Tudo parecia bom. Mas, no fundo, eu sentia as emoções bem de perto.
Talvez desde sempre houvesse esta necessidade de me ...
Leia o texto completo »O limite da arte é o silêncio. (Hermenegildo Bastos)
As coisas que me importam não são mensuráveis. Insisto em andar na contramão da estupidez deste lugar: onde a matéria vale mais que a alma; a roupa, mais que o corpo; a aparência, mais que o ser. As coisas de que preciso não estão à venda nos shoppings, nem nas grifes, nem nos trágicos espetáculos televisivos. Muito menos nas revistas de celebridades.
Esta minha relativa liberdade: de escolher o caminho da reflexão, de não me conformar. De não me iludir ...
Leia o texto completo »