QUANDO A DOR SE TORNA POESIA
Sem dor, nascem os monstros, os seres sem afeto, as criaturas sem misericórdia. (Caio Fábio)
Ainda que seja difícil acreditarmos nos benefícios da dor - principalmente se a estamos sentindo -, lembremo-nos das dores passadas, daquelas que nos fizeram mais fortes, mais maduros, mais humanos. Daquelas que nos fizeram mais livres.
Se não conseguimos conter nossas lágrimas, se não conseguimos entender o porquê de recebermos aquilo que julgamos não merecer, se ninguém nos explica para onde foram nossas boas intenções, o que fizeram com o nosso afeto e com a nossa dedicação... talvez seja porque não haja respostas. Simplesmente porque assim tudo é.
Não nos cabe desconsideramos o que sentimos, o que nos machuca, o que nos fere, nem muito menos devemos supervalorizar nossas angústias. Em algum lugar, numa determinada hora, encontraremos o equilíbrio. E saberemos sentir nossas dores. Entendê-las como processo de polidez para a nossa alma.
Permitindo-nos a reformulação concreta de nossas percepções.
Dor. Quem seríamos nós sem dor?
Dor. Bênção sentida como maldição.
Dor. Graça entendida como desgraça.
Dor. Providência do amor vista como azar.
Dor. Recurso divino para nos salvar.
Sim! Pois sem dor a existência se torna psicopatia. Afinal, quem é o psicopata senão um ser incapaz de dor? (Caio Fábio)
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Para os que desejarem saber mais sobre as reflexões de Caio Fábio, acessem http://www.caiofabio.com, especialmente a seção "Cartas".