ÀS VEZES, O QUE NOS FALTA É SOLIDÃO
Ao som das novas melodias da alma, da escura luminosidade da mente, das mais misteriosas ações da vida. Ao som da chuva que não caiu, do Sol que não brilhou, das noites que se manifestaram por nós. Ao som das músicas instrumentais, das letras harmoniosas, das cantigas infantis. Ao som dos outros, de nós mesmos, da sombra, de ninguém.
Pensemos em Schopenhauer, quando escreveu que “a solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais”; pensemos em (e talvez duvidemos de) Vinicius de Moraes, por achar que, “mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão”. E ainda sugiro que pensemos em Flaubert, quando nos ensina que, “por mais que a alma lide, não rompe a sua solidão, e caminha com ela, como formiga num deserto perdido”.
Talvez devêssemos chamar Clarice Lispector, para nos dizer da solidão: “minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite”.
Como um pássaro da mitologia grega, assim renascemos de nossas próprias cinzas. Ele alarga as asas, põe-se a lançar vôo e acreditar que agora vemos tudo do alto. Somos fênix. E sabemos que, às vezes, o que nos falta é solidão.
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As citações feitas no texto foram extraídas do endereço:
http://www.sitequente.com/frases/solidao.html