SIMULAÇÃO
Não tenho dúvidas de que sempre estaremos cercados por pessoas fingidas e dissimuladas. Também acredito que somos parte, em alguns momentos, desta geração: indivíduos politicamente corretos, que carregam em si um sujeito pronto para não contrariar, porque não quer ser desagradável. Esse tipo de comportamento, para mim, é desonesto.
Tenho pensado com freqüência sobre os relacionamentos virtuais. Sobre os comentários que os internautas deixam nos blogs uns dos outros. Sobre as conveniências. Sobre a insinceridade. E sobre nossa capacidade de se irritar com quem não concorda com nossas idéias, muitas vezes escritas de maneira confusa.
Fiquei pensando no quanto somos tendenciosos: costumamos respeitar muito mais aqueles que compartilham conosco da mesma opinião, dos mesmos ideais, do que os que se opõem a nós. E isso me parece arrogância. Uma tremenda arrogância!
Nós, que lidamos com um público internético (por isso mesmo, diversificado e desconhecido), precisamos ser mais cautelosos, mais perspicazes, mais sensíveis para respeitar a multiplicidade de opiniões. É isto que faz da vida algo tão atraente - a possibilidade de não existir um mundo, mas todos os mundos possíveis.
"Quem é como o sábio? E quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz brilhar o seu rosto, e com ela a dureza do seu rosto se transforma." (Eclesiastes 8:1, retirado da Bíblia Online)
FIQUEI PENSANDO SOBRE ISTO
Eu não tenho fé. Não tenho fé porque Deus não me deu. Gostaria de ter. Quem não tem fé é alguém muito infeliz. (Raquel de Queiroz, escritora, em entrevista reprisada semana passada pela TV Câmara)
THE NOTEBOOK
meu desafio pra lá de ousado, ainda mais quando reconheço que inglês nunca foi my great love story...
De autoria de Nicholas Sparks, The Notebook (lançado no Brasil como O Caderno de Noah) é o livro que deu origem ao filme Diário de Uma Paixão. Ontem, decidi ler a versão em inglês: uma decisão extravagante demais para uma jovem que estudou o idioma apenas durante um semestre, em um desses cursinhos que até gratuitos custam caros. O meu não foi gratuito.
Deixe-me esclarecer que minha intenção aqui não é exaltar a minha audácia pessoal, mas incentivá-los a fazer coisas atrevidas, ousadas, que possam dar algum prazer, ou libertá-los de algum pensamento inadequado. É claro que, no meu caso, há uma imprudência sem precedentes, que o digam meus amigos professores de inglês.
A verdade é que, de uns anos pra cá, achei um tédio estudar inglês de maneira tradicional. Pode ser algum trauma de infância, que resolveu aflorar na juventude... Imaginem vocês que sempre fui obrigada (entre aspas) a conviver com o meu irmão, que não apenas é um "autodidata congênito", como também sabe inglês, alemão, italiano e arrisca búlgaro, sem nunca ter freqüentado escolas de línguas. E, acreditem, não é fácil crescer ao lado de pessoas assim.
Talvez eu demore anos para terminar The Notebook; talvez eu nem sequer termine; mas, mesmo assim, quero me arriscar nessa aventura. Pelo menos para eu me sentir, no mínimo, corajosa.
P.S.: em seu site oficial, Nicholas Sparks publica uma lista (Reading List) de seus autores favoritos, dentre eles estão os da literatura clássica como William Shakespeare, Charles Dickens, Jane Austen, Ernest Hemingway...